quarta-feira, maio 30, 2007

Rally por Angola - Início

Sérgio chegou 15 dias ante de mim a Angola. Uma semana depois da sua chegada ele foi convidado a um rally que serviu como uma ótima forma de integração. Desde o dia que nos conhecemos que ele fala, com empolgação, como foi a sua aventura. As fotos são incríveis e eu fiquei morrendo de vontade que acontecesse novamente.

Semana passada, com um feriado chegando na sexta-feira 25/05, dia da África, foi combinado um novo passeio. Dessa vez o acampamento seria na ilha do Mussulo. Bom, a ilha que na verdade é uma península, tem uma passagem pela qual é possível se chegar num bom 4X4. A idéia era procurar um ponto na ponta da “ilha” e montar as barracas. Seriam 5 carros com 4 pessoas por carro e um aparato grande. Dentre as tranqueiras estão: 2 churasqueiras, 6 barracas, colchões de ar, gerador, luminárias, muita comida e um bocado de bebida.

Acordei 6:40 h sonolento, mas sem a ajuda do despertador, isso é um bom sinal. Juro que pensei em desistir, dois dias inteiros na praia, sem banho, fiquei pensando como seria. A minha consciência só ficava pensando que se fosse minha irmã, ela não perderia esse passeio por nada desse mundo. Criei coragem, levantei da cama e comecei a aprontar uma pequena mala. A barriga roncou e fui à cozinha, Sérgio já estava por lá preparando um sanduba, encarei um corn flakes. Na mala duas camisas, uma bermuda, duas cuecas, escova de dentes e produtos de uso pessoal, máquina fotográfica e MP3. Alguns remédios são necessários, principalmente uma para o nariz, que vive entupido, nada como o bom e velho Sorine. Sérgio, que descei na frente, já me ligava perguntando se eu havia desistido, a essa altura eu já estava na porta.

As descobertas começaram na hora em que coloquei o meu pé lá em baixo. No carro, um Nissan cabine dupla, três estranhos. Henrique, o motorista, um cara bem legal, um pouco mais velho, na faixa dos 45. Fred, um novato em Angola, chegado a10 dias, ainda estava cara de assustado. Por fim Samia, médica, uma figura. Pedi para ir na frente, sem problemas, combinei de voltar atrás com Fred. Equipe montada, vamos ao que interessa.

Os papos começam naquele clima de “conversa de elevador”, sabe como é, um gelo. Fred por sinal poderia nesse momento de cubo de gelo, não deu um piu. Samia fala pelos cotovelos e eu vou na onda. Henrique dá umas risadas e como já está a mais de 3 anos em Angola, comenta sobre a sua experiência. Depois dele o que tem mais tempo sou eu, quase 8 meses agora. Samia está aqui a pouco mais de 2 meses e está ansiosa para primeira volta ao Brasil.

A aventura está só começando.

quarta-feira, maio 23, 2007

O fuso horário dá um soooono

Eu juro que eu ainda jogo esse celular na parede, oh bicho chato, só mais 20 minutinhos. O quarto está gelado, estou coberto pelo edredom que de tão quentinho parece até a minha segunda pele. Eu queria saber quem foi o infeliz que inventou de colocar Luanda tão longe de Recife. O quarto está bem escuro e ao fundo só escuto o som do ar condicionado. Meu corpo está relutante em levantar, na verdade estou pensando seriamente e nem abrir os olhos, estou pensando em apostar se consigo chegar no banheiro de olhos fechados. Nesse momento eu quase posso ver o meu pai no pé da cama dizendo: “Acorda Sply não quero saber de chegar atrasado e trate de fazer a barba logo”. “Ta pai, já estou indo” Oh veio para me aperriar...

Quanto coloco o pé no chão tenho certeza que o melhor é voltar para a cama, eu estava sonhando com a minha cama e com minha mãe me acordando com uns beijinhos. Minha mãe sempre foi mais mamata que o meu pai, me acordava com um beijo na testa e espera mais 10 minutos para me chamar novamente. Mamãe é legal!!!

Por favor que não esteja faltando água, por favor que não esteja faltando água, isso sim é que é oração. Nos dias em que chego no banheiro com aquela cara de maracujá de gaveta e do chuveiro não sai nada, eu só tenho vontade de chorar. Quando isso acontece, desenvolvi uma técnica de tomar banho com 1 litro e meio de água ou uma garrafa de água mineral. Esse é o famoso banho de gato, só falta eu me lamber para completar a limpeza. ECA...

Toda vez que chego a Angola é essa mesma agonia. Venho de férias e estou acordando tarde, às vezes as 10 da manhã, às vezes meio dia. Na região da África que me encontro são 4 horas a mais para o Brasil, considerando que eu acordava 4 horas depois das 7 da manhã e agora acordo as 7.... Resultado estou acordando pelo menos 8 horas mais cedo que a uma semana atrás.

Eu juro, ainda vou acabar com aquele maldito celular.

terça-feira, maio 22, 2007

Faz-se chamada - Em Angola não tem Orelhão

Olha a bateria vai aca... Pip... Pip... Pip... Pronto já se foi a minha bateria, oh raiva. Olho para o celular, tenho vontade de jogar no chão. Estou na rua, perto do trabalho, vim fazer lanche, a barriga estava colada nas costas. Eu odeio telefone, mas oh mal necessário. Nessas horas eu só lembro das leis de Murth, se algo tem que dar errado, vai dar errado. Estou olhando para o aparelho sem saber se alguém vai vir me pegar no trabalho, a essa altura cansado e doido para tomar um banho. Como aqui em Angola ninguém tem carro, utilizamos sempre os carros da empresa, tem que estar sempre combinando para saber como se vai voltar para casa. Hoje, justo hoje, estou sem carro e estava programando a hora para o pessoal vir me buscar. Eu mereço, sabia que não devia ter dito que aquela menina da quinta série tinha cabelo de cenoura, deve ter sido praga dela, só pode ter sido. O pior é que depois de uns 15 anos encontrei com ela e a danada ficou linda. Oh boca grande.

Primeiro pensamento um orelhão, claro, tem coisa mais comum no Brasil do que um orelhão??? Antes mesmo de levantar os olhos, lembro que EM LUANDA NÃO TEM ORELHÃO!!! Claro por que facilitar se pode complicar? Para a minha surpresa atrás do balcão botequim Three Sisters esta escrito: Faz-se chamadas.

Nada como o jeitinho. Aqui em Angola na falta de orelhões pela cidade, a maioria dos pequenos comércios, como bares e lanchonetes têm um telefone fixo que realizam chamadas. Olhei para a atendente que parecia estar mais ansiosa pelas 18h00h do que eu. Perguntei como funcionavam essas chamadas. Ela me olhou e pude ler nos seus olhos que estava escrito: De onde é esse mane? De Marte? Tive vontade de dizer: Oh minha tia, tenha paciência, sou apenas um rapaz latino americano. Besteiras à parte por 50 Kwanzas foi possível fazer uma ligação bem rápida e pedir para o pessoal do trabalho vir me buscar.

Pronto, está ai a solução, se faltar o cartão ou o bateria te deixar na mão, faça uma chamada meu irmão. Adoro essas soluções simples.

segunda-feira, maio 21, 2007

Kwanza valoriza frente ao Dólar

A tendência é mundial, mas que preocupa isso com certeza. Quem está aqui fica sempre pensando até que ponto vale à pena, o fator financeiro sempre foi um grande atrativo, mas com a queda do dólar... No Brasil a cotação já vai abaixo de dois reais. Aqui o valor da moeda que sempre foi negociado a 80 agora já é negociado a 75.

Com a queda do valor do dólar fica ainda mais difícil contratar profissionais expatriados. Acredito que as empresas vão ter problemas e em breve haverá muita gente renegociando os contratos.

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Kwanza finta Dólar Agora
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=14702

A moeda nacional tem estado nos últimos dias, aparentemente a ganhar a dura batalha em relação ao dólar. O kwanza tem levado uma certa vantagem face a moeda norte-americana. Na última quinta-feira Abril, a taxa de câmbio fixada pelo Banco Nacional de Angola (BNA), estava a oscilar entre os 79.661 a compra e 80.059 a venda. A queda da «nota verde» voltaria a registar-se nas primeiras duas semanas deste mês com a compra a ser fixada em 75.314 Kz e a venda em 75.565kz.

No mercado informal, a tendência era praticamente a mesma, com os cambistas a fixarem a compra em 75 Kz e a venda em 80 Kz.

Como se vê, a forma do dólar tende a baixar de intensidade. Só que a isto associam-se outros fenómenos para a economia.

Num debate recente na Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), o economista e consultor Fernando Heitor, revelou que num cenário em que ocorra a desvalorização do dólar, as importações serão mais baratas, ao passo que os produtos internos serão mais caros.

Este mesmo posicionamento de Heitor já tinha sido avançado também por um estudo recente da Associação Angolana de Bancos (Abanc) que realçava na altura, serem por demais conhecidos os perigos que uma moeda forte poderia provocar em economias em desenvolvimento.

“Por forma, a valorização da moeda tende a encarecer as exportações nacionais, tornando-as menos competitivas e poderá inclusive provocar a “morte” prematura de industrias nascentes, uma vez que torna mais barata as importações”,

O estudo da Abanc revela porém, que dificilmente um Kwanza forte poderá por em risco o desenvolvimento económico do país já que as exportações são dominadas quase exclusivas pelo petróleo, um produto cujas leis da procura e da oferta se regem por factores muitos particulares.

Segundo a análise, o maior perigo talvez resida nos impactos futuros que poderá causar no desenvolvimento da actividade e da produção na indústria ou na agricultura, embora actualmente a produção nacional seja praticamente inexistente e o país importe quase tudo o que consome.

Para a Abanc, dois factores têm sido determinantes para a apreciação da moeda angolana: uma conjuntura favorável e a habilidade na condução da política monetária por parte do Governo.

O aumento das reservas cambias, tem contribuído também para a apreciação e estabilidade do Kwanza, de acordo com os especialistas da Abanc. Este ano, as reservas cambias, na óptica do governador do BNA, Amadeu Maurício, devem ascender a 11,6 mil milhões de dólares, um aumento de 6.6milhões de dólares em relação ao ano anterior.

O BNA atribui a debilidade do dólar diante do Kwanza a uma combinação de factores internos e externos, em que predominam politicas governamentais em Angola como nos Estados Unidos de América.

Voltando de Férias

Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro. Sinto o meu rosto igual àquelas máscaras de carnaval em que metade está sorrindo e a outra metade chorando. Acabei de desembarcar de um vôo da Gol que para a minha felicidade não atrasou nem 10 minutos. Será que hoje é o meu dia de sorte??? Já estou chegando à fila de check-in da Taag – Linhas Aéreas de Angola – vejo as pessoas que vão fazer parte do meu cotidiano nos próximos meses. Muitos Angolanos, com algumas roupas típicas. Os Angolanos quando vem para o Brasil são a imagem dos Brasileiros desembarcando de Miame, tênis Nike, Ipod, e um monte de bagagens. As crianças cheias de tranqueiras das mais diversas, realmente engraçado.

Essa é a segunda vez que eu vou para o trabalho pela Taag, da última vez o vôo atrasou 13 horas, vamos ver no que dá dessa vez. O rapaz da Zorzi, empresa que auxilia com os vistos e o embarque, chega perto de mim, ele me reconhece por conta da viagem anterior. Digo o meu nome no meio de umas 10 pessoas, esse balcão é sempre meio confuso. São pessoas da Odebrecht, a turma da Zorzi, outros despachantes, além das pessoas que tem que se aventurarem sozinhas. Junte tudo isso um monte de Angolanos e uma fila que parece não ter fim... Vamos lá.

Bagagem entregue e eu ainda com cara de bobo, olhando para qualquer lugar, sou chamado pelo rapaz da companhia, ele me informa que devo ir para um restaurante no último andar do aeroporto até as 20:00 h. Epa, perai, mas o vôo não será as 19:00 h. O atendente com uma má vontade daquelas, me informa que o avião atrasou e que só deve sair por volta das 23:30 h. Quem legal eh? Que jeito, o que não te solução, solucionado está.

Vai para frente e para trás e entro no avião... 7 horas depois chego a Angola. (Spíndola deixa de enrolar e fala logo o que você quer)

Bom, voltei e comprei uma máquina nova. Espero que o blog fiquei ainda mais legal. Obrigado pelos e-mails enviados, vou responder a todos.

:)

quinta-feira, maio 10, 2007

Férias, Férias, Férias

Estou de férias... LEGAL!!!

Por isso não tenho escrito no blog esses dias.

Vou voltar cheio de novidades.

Forte Abraço

sexta-feira, abril 20, 2007

Albinismo

Em um país de negros chama muita atenção ver pessoas brancas. É engraçado, mas da primeira vez que vim para Angola, nos três primeiros meses, convivia tanto com negros que cheguei a pensar ser um deles.

Há muitas pessoas que acreditam que o albinismo acontece apenas em negros e que é resultado da reprodução entre irmão apenas. Como se pode ver nas fotos, não acontece apenas em negros, e pela pesquisa que realizei não achei referencia a apenas filhos de irmãos consangüíneos. Para falar a verdade não encontrei qualquer indicação sobre filhos de irmãos.
Outro dia, passeando de carro, vi uma figura que realmente chamou a atenção, não por ser albino, mas pela combinação dele. Ele sendo albino tinha os cabelos crespos, mas loiros e estes estavam trançados. O corte era um tipo channel que lembrava muito um playmobil – quem tem mais de 20 anos sabe do que estou falando. Fora tudo isso, ele vestia uma roupa quadriculada de amarelo com vermelho e a calça era verde limão. Estava ainda com uma botina marrom. Ou seja, uma figura.

No Brasil eu não notava muito essas pessoas, talvez por não haver um contraste tão grande com a cor da pelo branca. Todavia aqui em Angola eles chamam muito a atenção. Os casos de Albinismo, pelo que posso perceber observando as ruas, são até bastante freqüentes aqui. Difícil determinar um percentual, mas podem acreditar que é bem comum.

Como qualquer diferença, as pessoas que possuem a doença devem sofrer algum tipo de discriminação, ou pelo menos ser alvo de brincadeiras e apelidos. Isso é realmente muito chato e é o lado mais cruel de qualquer doença que tenha os seus sintomas tão claramente expostos.

A transmissão é apenas genética, por isso nada de ter medo em pegar. O maior problema para as pessoas que possuem esse problema é realmente a sensibilidade à luz do sol, além de problemas na visão.

Em Angola os Albinos não podem dirigir - veja a baixo a matéria retirada de um jornal de Angola.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Albinismo

Anomalia congénita, caracterizada pela ausência total ou parcial do pigmento da pele, dos pêlos e do olho (a melanina).

Conceituação

O albinismo é uma condição de natureza genética em que há um defeito na produção pelo organismo de melanina. Este defeito é a causa de uma ausência parcial ou total da pigmentação dos olhos, pele e pêlos do animal afetado. Também aparecem equivalentes do albinismo nos vegetais, em que faltam alguns compostos corantes, como o caroteno. É uma condição hereditária que aparece com a combinação de genes que são recessivos nos pais.[1]

Os principais tipos de albinismo são os seguintes:

1. Oculocutâneo (completo ou total) - em que todo o corpo é afetado;
2. Ocular - somente os olhos sofrem da despigmentação;
3. Parcial - o organismo produz melanina (ou corantes, se no vegetal) na maior parte do corpo, mas em outras partes isto não ocorre como, por exemplo, nas extremidades superiores.


Albinos não podem conduzir
O Independente
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=10578%3Cb

O Chefe da secção de Segurança de Trânsito e Prevenção Rodoviária da Direcção Nacional de Viação e Trânsito (DNVT), Eugénio Bernardo “Geny”, confessou que os albinos não podem definitivamente conduzir, segundo a lei.

O responsável policial, socorre-se no artigo 40, alínea f, do nº1 do regulamento do código de estrada que fala das inspecções médias e sanitárias, onde se revela que será reprovado em inspecção normal o examinado quando o médico verificar qualquer circunstância que julgue susceptível de incapacidade para a condução de veículos automóveis.

Eugénio Bernardo, argumentou ainda que independentemente desse juízo médico é causa taxativa de reprovação qualquer das limitações, como é permutações notáveis dos sentidos luminosos e cromáticos. “As cores vermelhas, verde e amarela constituem um problema para os albinos”, disse o responsável policial.

Problemas de saúde como estrabismo, nistagmo, diplopsia ou perda de visão num dos olhos, ausência de visão binocular, redução pronunciada do sentido da profundidade ou campo visual binocular inferiores a um ângulo de 150º no plano horizontal, fazem também com que se restrinja a condução a uma pessoa.

Eugénio Bernardo, definiu o albinismo como sendo uma hipopigmentação congénita, que pode ocorrer em plantas animais, peixes, anfíbios, répteis, pássaros ou ainda em seres humanos. Nestes últimos afecta, particularmente, os olhos, sob a forma de nistagmo e redução da acuidade visual, casando deficiência da visão.

A adianta que os albinos são indivíduos que apresentam nistagmo, estrabismo, fotofobia, perda da percepção de profundidade da visão e pele extremamente sensíveis aos raios solares, facto, este que podem criar perigo na condução automóvel.

Só por isso é que os albinos não se tornam bem identificados nas fotos em documentos. Já para finalizar, Eugénio Bernardo, argumento que os albinos não devem tirar carta de condução. “Os que conduzem são desencartados”, concluiu.

quinta-feira, abril 19, 2007

Como é a vida em Angola?

Recebo muitos e-mails perguntando como é a vida em Angola. Em sua maioria são pessoas pensando em vir trabalhar aqui que desejam ou já foram convidadas. A curiosidade é imensa e a primeira medida é vir à internet e digitar no google “morar Angola”. Um dos resultados da pesquisa é o blog que agora você está lendo.

Sei bem que o blog está ficando grande, bem maior do que eu pensei que ele ficaria. Já são quase 130 post e se considerássemos cada post como uma página de um livro, já dá um livro razoável. Bom, vou deixar de enrolação e vou direto a resposta do e-mail.

Viver em Angola, durante a semana é igual ao Brasil. Casa, trabalho, almoço, trabalho, casa. O meu conselho é entrar em alguma atividade extra-trabalho durante a semana, tipo um curso de inglês ou uma academia. Interagir com os Angolanos é muito importante, fazer contatos, conhecer pessoas e conquistar novos amigos é a melhor forma de se viver, pois mesmo no Brasil é possível se isolar e viver só e triste. A solidão aqui em Angola se potencializa, a distância dos amigos, da família, da cultura, do que se está familiarizado é um grande desafio. Nos finais de semana é mais complicado, não tem muito que fazer e mesmo passear pela cidade é complicado.

O transporte público, justificando a dificuldade de andar durante os finais de semana, é muito complicado e não funciona para estrangeiros, assim, não conte com ele. Para se locomover pela cidade apenas com o carro da empresa. Como o carro é da empresa é preciso dividir com outras pessoas e nessa hora saber negociar e conciliar os interesses é importante.

A segurança não é um problema, principalmente para que vive no Brasil. Aqui não há roubos de carro ou seqüestro. Batedores de carteira têm em todo lugar e recomendo um cuidado maior ao sair à noite. Fora isso é bem tranqüilo.

A comunicação é um estresse, caro e ruim. Ligar para o Brasil pelo celular tem um custo alto e aqui só existe celular pós-pago. O jeito é apelar para o Skype (www.skype.com) ou Vono (www.vono.net.br), infelizmente a internet em Angola é bem ruim, sem falar no suporte, esse sim dá vontade de morrer. A internet quando tem, é irregular e cara. Quando chove o celular não funciona, mas apesar de tudo, dá para falar com o Brasil e matar um pouco da saudade. A comunicação é ruim, mas dá para passar.

Os custos de se morar aqui são diferentes do Brasil, normalmente a empresa paga tudo, com isso o salário é todo economizado e ai é que está a grande vantagem financeira de vir para Angola. Uma boa negociação com a empresa é importante para se viver bem em Angola e mais ainda estar satisfeito com o que se ganha.

Um grande risco é a queda do dólar que faz com que o salário aqui, que é pago em dólares, fique cada dia mais desvalorizado.

Minha opinião, vale muito a pena vir para Angola.

quarta-feira, abril 18, 2007

Prostitutas, diferente do Brasil aqui ainda não vi

É pacificado que infelizmente o nosso país, Brasil, tem um forte turismo sexual. Moro numa cidade, Recife, que parece conviver bem com essa situação, digo isso, pois, por parte das autoridades existe a impressão da conivência. Nas principais avenidas de Boa Viagem, bairro que morro, as garotas de programa e travestis transitam livremente, junto com eles todo tipo de marginais e problemas com as drogas.

Em Angola, pela minha observação, não há prostitutas, na verdade se não fosse pela reportagem abaixo ou o local onde trabalho, onde falo sobre essas pessoas, eu não teria conhecimento. Aqui, as prostitutas estão sendo chamadas de trabalhadoras do sexo, infelizmente não sei o nome usado nas ruas.

Alguns Brasileiros com quem conversei me disseram que elas estão pela cidade, em algumas ruas específicas, ou mesmo nas grandes avenidas. Entretanto, posso garantir que sou muito observador e nunca vi nenhuma prostituta aqui em Angola.

É difícil imaginar uma cidade, ainda mais que tenha uma população pobre, ou parte dela, e que não disponha de serviços da profissão mais antiga do mundo. De forma alguma quero julgar ou mesmo adentrar no mérito da questão sobre a prostituição, apenas uma observação pessoal sobre a cidade. Angola quase não tem prostituição, essa é minha opinião atual.

Abaixo noticia retirada do jornal

As garimpeiras do sexo
Acapital/Angonotícias
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=14218

Ruas e prostíbulos de Luanda, são tomadas de assalto por imigrantes congolesas que se prostituem na esperança de um dia reunirem dinheiro suficiente para mudarem-se para o continente Europeu. Paris, em França parece ser a terra prometida.

De acordo com uma reportagem do «Jornal A Capital», no local as coisas parecem não ser fáceis para as raparigas que ali se encontram.

Segundo a reportagem, eram 19 horas, quando jornalistas afectos ao periódico circulavam pela zona. Segundo ainda a mesma (a reportagem) na altura reinava uma certa acalmia no local, o frenesim de taxistas não se fazia sentir, assim como não se notava qualquer agitação no antigo balneário que, agora pintado de verde e branco, faz de restaurante, bastante concorrido por aquelas paragens.

Durante o percurso, conheceram duas raparigas, Lúcia e Nené.

Lúcia recebeu-os com uma toalha a cobrir-lhe a cintura para baixo. Por cima, diz a fonte, envergava uma curta blusa branca que mal escondia os seus fartos seios suportados por um par de sutiãs.

As duas jovens são irmãs e provêm da vizinha Republica Democrática do Congo (RDC). Com 34 anos de idade, Lúcia é a mais velha e também, a que mais tempo está em Angola. Há um ano chegava à Luanda e, a quatro meses, decidiu chamar a sua irmã Nené, dez anos mais nova, com quem partilha a casa, a profissão e os sonhos de uma vida melhor no velho continente.

Tanto Lúcia como Nené (esta última que não fala português), são trabalhadoras do sexo, a expressão que as organizações não-governamentais, que laboram na luta contra o vírus do HIV, utilizam para caracterizar as prostitutas. Têm sido, por outro lado alvo de uma atenção especial destas mesmas agremiações que se mostram preocupadas particularmente com o crescimento de um certo surgimento de trabalhadoras do sexo na província de Luanda.

Jovens mulheres, vindas da RDC, entregam-se à mais velha profissão do Mundo, expandindo-se, com certa velocidade, nos mais distintos bairros da capital angolana. Desde zonas como Palanca, Mabor, Rocha Pinto e Mesmo Viana, a presença dessas trabalhadoras do sexo é uma constante lado a lado como cidadãs angolanas igualmente dedicadas à prostituição.

Ainda sobre estas jovens, a equipa deste site também foi a rua. no local podemos constatar que cresce cada vez mais, o número de meninas nas mais variadas esquinas da capital a vender o seu próprio corpo.

“Vem fofo, é barato, estou a cobrar 1.500 kwanzas”, chamava-nos Ângela, uma jovem de baixa estatura e, com 27 anos de idade que, depois de uma breve conversa e apercebe-se de quem éramos, tentou esquivar-se mas sem sucesso, acabando mesmo por nos abrir uma das páginas do livro da sua vida.

Ângela disse ter 3 filhos e, estar neste momento sem emprego. “Não tenho outra saída se não fazer isso”, frisou a jovem. “Não tenho ninguém que me dá, vim da província de Benguela, não tenho família aqui, os filhos precisam de comer e estudar, como vou fazer”, explicou.

Ao seu lado, estava uma outra jovem, chamava-se Verónica, esta nos parecia ser mais tímida, mas mesmo assim conseguimos tirar dela algumas palavras.

Verónica disse ser da província da Lunda-Norte e que está em Luanda a 2 anos. Com o tom de pel muito clara, Verónica apresentava-se vestida de forma extravagante.

De poucas palavras, Verónica é da opinião da sua colega, a falta de emprego, é a razão que o leva a prostituir-se. “Quando vim para aqui, pensei que iria trabalhar, mas não pareceu”, revelou sem no entanto dar mais explicações.

De facto, cresce o número de meninas da noite em Luanda. É uma das formas que muitas delas arranjaram para sustentar a si e suas famílias.

Entretanto, não são somente jovens que se encontram nas artérias da capital para deste modo venderem os seus corpos. Ali encontra-se até mulheres com idades compreendidas entre 40 a 50 anos de idade.

As barracas,são alguns dos locais onde muitas delas fazem o seu trabalho. Lá, o consumo de álcool é exagerado. Disfarçados, fomos atendidos desta forma:

“Entrem filhos, o que é que vão beber?”, perguntou-nos uma senhora mestiça e corpulenta. “Temos tudo, da bebida a carne boa e fresca”, disse a senhora que nos aparentava ter 48 a 50 anos de idade.

É desta forma que muitas mulheres vivem em Luanda, é desta forma que muitas dessas mulheres dão o sustento até mesmo os seus maridos muitos deles desempregados e sem como dar uma vida digna a suas famílias.

segunda-feira, abril 16, 2007

Raios, relâmpagos e trovoadas

Têm acontecido com muita freqüência nas últimas semanas chuvas no início da noite até a madrugada. O engraçado é que quando comparado com as chuvas diurnas, as noturnas são bem mais freqüentes. Constatações pluviométricas à parte, o que chama à atenção são mesmo os raio ou relâmpagos, como preferir.

Em Recife, onde moro, vez por outra, mas muito raramente, se vê um raio, já aqui em Luanda é realmente um espetáculo. A noite quando estou voltando para casa, no horizonte, vejo os fachos de luz. É inacreditavelmente bonito e assustador. Fico pensando nas pessoas dos musseques, as favelas daqui, com aquelas casas simples. Mais ainda, há muitas pessoas que morar em cabanas. Como será passar uma noite em um lugar como esse sob uma forte chuva com relâmpagos e o vento que mais parece gritar?

Fora a beleza da tempestade, que em certa horas parece até um espetáculo de luzes sincronizadas, muitos trovões são escutados e por assim dizer sentidos. Alguns são tão fortes e altos que chegam a mexer com as janelas.

Acredito que esse fenômeno é decorrente do local e como é a terra aqui na África. Mesmo sendo assustador, é muito bonito.

Belezas da África...


Raios, Relampagos e Trovões na Wikipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Raio_%28meteorologia%29

Um raio ou relâmpago é uma descarga elétrica que se produz entre nuvens de chuva ou entre uma destas nuvens e a terra. A descarga é visível com trajetórias sinuosas e de ramificações irregulares ás vezes com muitos quilômetros de distância, fenômeno conhecido como relâmpago. Ocorre também uma onda sonora chamada trovão.

* A utilização dos termos raio ou gsdgdsde receptores de rádio de alta sensibilidade e de radiotelescópios tal sua magnitude.

Existem três tipos de raios, também menos comumente chamados descargas iônicas:

* Da nuvem para o solo.
* Do solo para a nuvem.
* Entre nuvens.

Afirmam que as descargas entre nuvens e solo representam 20% do total.

sexta-feira, abril 13, 2007

Sexta-feira 13 nada, DIA DO BEIIJO!!!!

Não resisti, quando vi que hoje era o dia do beijo no G1 www.g1.com.br tive a certeza que queria registrar no blog. Quem mais quer comemorar esse dia sou eu, mas, sei não....

De qualquer forma, apesar de haver vários tipos de beijo, para amigos, família, etc... o que me remete mesmo é aquele primeiro beijo, o da conquista, ou ainda, o beijo que chega quando estamos apaixonados e não vemos a hora de encontrar a pessoa novamente. Sentir o calor e a proteção, sentir o desejo e sacia-lo no beijo.

Eita, eu quero um beijo....

Hoje é o 'Dia do beijo'. Você já deu o seu?
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL21316-5598,00.html

Afetuosos, apaixonados, marcantes: o beijo faz bem ao corpo e à alma.
G1 reúne os mais famosos beijos do cinema e da TV.


Sexta-feira, dia 13. Não, este não é um dia para se ter medo de assombração ou fazer as mandingas para se proteger do azar. Pelo menos não esta sexta-feira. O dia 13 de abril celebra o mais emblemático símbolo do amor no Brasil. É o Dia do Beijo.

Não se sabe quem foi o responsável por conceber uma data para a principal expressão de carinho. Dizem até que beijo não tem dia nem hora certa. Vale a qualquer hora.

Apaixonado, afetuoso, abençoado, entre namorados, entre amigos, de mãe para filho, da filha para o pai, beijo de bom dia, beijo de adeus, beijo de juras eternas de amor. E tem o beijo sem grandes compromissos de quem trocam o namorar pelo ‘ficar’. Nas festas, danceterias e, especialmente, no carnaval, beijar é praticamente um desfecho do ritual da ‘balada’.

Enquete: para você, qual é o melhor beijo?
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,AA1515755-5598,00.html


Beijar faz bem e não engorda

O beijo pode ser uma das maneiras para combater a depressão. Como qualquer atividade física, ativa a liberação de endorfinas no cérebro, substância ligada às sensações de prazer.

Clique aqui e conheça a ciência do beijo.
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL21126-5603,00.html


E para quem acha que beijar na boca pode ser perigoso por causa da troca de salivas repletas de bactérias, um aviso dos especialistas: as bactérias do beijo são inofensivas para saúde. Saiba mais sobre a saúde do beijo.


Um pouco de história

Ao longo dos séculos, no entanto, beijar representou muito mais do que um gesto de carinho. Entre os hebreus, o beijo era afetuoso e realizado nas saudações. Também marcava reconciliação ou perdão. Foi também com um beijo que Judas identificou Jesus aos seus perseguidores. ("Jesus, porém, lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho de Deus?" – Lucas, 22:48)

O beijo entre os persas simbolizava a classe social. Homens do mesmo padrão de vida se beijavam na boca. Se um dos homens era de classe inferior, o beijo era dado no rosto. Se a diferença de classe era muito grande, o mais pobre se ajoelhava diante do mais rico. Na Idade Média (séculos V a XV), o "beijo da paz", que simbolizava caridade, era usado em muitos rituais como um gesto elitista e exclusivo aos homens. Também marcava o acordo entre senhores feudais e seus vassalos.

A partir do Renascimento, o beijo na boca deixou de fazer parte dos ritos oficiais e sagrados e se tornou exclusivo dos amantes. Na Igreja Católica, os beijos sagrados ficaram restritos aos dados pelos fiéis ao padre no altar; o beijo entre os recém-casados ao final da cerimônia; e o gesto consagrado pelo Papa João Paulo II de beijar o solo de cada país que desembarcava.

Os famosos beijos no cinema...

O primeiro beijo na boca registrado no cinema foi no filme “O Beijo” (The Kiss), de 1895, entre os atores May Irvin e John C. Rice. O longa metragem “Asas” (Wings), vencedor do primeiro Oscar, em 1927, registrou o primeiro beijo entre homens, no rosto, de forma fraternal.

Veja fotos dos melhores beijos do cinema


Muitos filmes ajudaram a ficar consagrados graças a inesquecíveis cenas de beijo, como do beijo de despedida que o personagem de Humphrey Bogart dá em Ingrid Bergman em “Casablanca” (1942); os amassos de Burt Lancaster e Deborah Kerr enquanto estão deitados na areia da praia em “A um passo da eternidade” (1953); e o beijo em meio a um almoço de espaguete na animação “A dama e o vagabundo” (1955).

Entre os mais recentes, o beijo de cabeça para baixo de Tobey Maguire e Kirsten Dunst em “Homem-Aranha” (2002), e o amor gay de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal em “Brokeback Mountain” (2005). Nada, porém, supera a seqüência de beijos censurados exibida no final do filme “Cinema Paradiso” (1989).

Os americanos só vão comemorar o Dia do Beijo no final do mês. Nos EUA, o ‘Kiss your mate day’ (Dia de beijar seu companheiro) é em 28 de abril.

...e na televisão

Assim como no cinema, o beijo sempre foi um “personagem” marcante na televisão. O primeiro beijo em novela na TV brasileira foi dado entre a atriz Vida Alves e o galã Walter Foster, em “Sua vida me pertence”, de 1951. No teatro, Vida Alves também deu o primeiro beijo homossexual (aliás, dois beijos, em Laura Cardoso e em Geórgia Gomide).

Nas novelas, o público passa semanas esperando o famoso beijo entre o casal de protagonistas. Foi assim na recente “Páginas da Vida”, com Thelminha (Grazi Massafera) finalmente conquistando o galã Jorge (Thiago Lacerda). Ou ainda os beijos cheio de amor de Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscovis), em "Alma gêmea".

Os beijos também marcam outros programas da tevê, como o “Big Brother Brasil”. O “BBB7” terminou com a vitória de Diego Alemão comemorada com um apaixonado e saudoso beijo na boca com a sister Íris assim que deixou a casa R$ 1 milhão mais rico.

Morte na TAAG – Linhas Aéreas de Angola

Há alguns dias uma notícia em chamou a atenção. É claro que acidentes podem acontecer em qualquer companhia, mas o que mais me chamou a atenção foi a forma, o descaso, com que os funcionários companhia lidaram com o problema ao chegar em terra.

Algumas vezes já comentei aqui a qualidade do serviço prestado pela TAAG – www.taag.com.br - em comparação as companhias Brasileiras e mesmo a TAP, pelo qual já viajei. As comissárias são muito grosseiras, chegando a ser mal educadas. Só quem já viajou pela TAAG sabe do que eu estou falando.

Com certeza a parte mais chata dessa companhia é a confirmação de passagens. Mesmo com a passagem marcada, é preciso confirmar a reserva. Fora isso é muito comum cancelarem a reserva sem aviso ou qualquer explicação. No final do ano, apesar da minha reserva ter sido feita com 2 meses de antecedência, tive a confirmação que iria viajar apenas no dia anterior a viagem. Mesmo assim estava marcada a viajem no dia 20 de dezembro, cancelaram, sem qualquer explicação, consegui uma vaga em um vôo no dia 23 de dezembro. Realmente um descaso e uma falta de respeito que não consigo explicar.

A matéria vai falar mais que qualquer palavra colocada aqui.


Ocupante da cadeira 33 B do voo DT 0651 da TAAG encontrada morta
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=13920%3Cb

A falta de equipas médicas à bordo dos aviões da companhia área de bandeira Taag, terá estado na base da Morte de Domingas Quinxindo que faleceu no passado dia 17, durante o vôo DT 0651 que fazia a rota Lisboa/Luanda.

A malograda, que se deslocará às terás lusas em visita turística, em companhia do esposo, perdeu a vida quatro horas depois do voo ter deixado Lisboa em direcção à Luanda.

De acordo com um fonte familiar, meia hora depois, servido a bordo do avião, Domingas Quixindo começou a sentir-se mal tendo depois se dirigido à casa de banho de onde saiu sem vida. A ocupante da cadeira 33 B do DT 0651 foi encontrada a espumar pela boca por um assistente de bordo que comunicou ao marido o estado em que se encontrava a vítima.

Umas das passageiras, médica de profissão, cujo nome não foi revelado, tentou reanimar a paciente mas, devido à falta de meios, os esforços não surtiram efeito.

Os restos mortais da vítima foram a enterrar quarta-feira última 20, depois de uma autópsia feita no Hospital Josina Machel que acusou coágulos sanguíneos como causa da morte.

Entretanto, posto em Luanda, os restos mortais de Domingas foi abandalhado no aeroporto 4 de Fevereiro pela tripulação, pelo que J. Agostinho esposo da vítima, teve que remover o corpo da mulher sozinho para ambulância.

No entanto, não foram cumpridas sequer, qualquer tramitações migratórias legais, assim como não foram convocados especialistas para observarem o corpo.

quinta-feira, abril 12, 2007

Nossas histórias são mais bonitas quando partilhadas

Encontrei um texto que mais parece ter sido escrito para mim. Ele consegue de certa forma explicar o motivo para a minha dedicação ao Blog, em continuar escrevendo. Mais ainda, ele coloca em palavras os atos de minha vida, muito do meu jeito de ser.

Sempre fui dessa forma, gosto de falar, mas tenho aprendido a ouvir. Ouvir não é fácil, contudo é ainda mais importante do que falar. Falar, ouvir, mas principalmente ser sincero, ser correto.

Gosto muito de pensar da seguinte forma “mantenha-se certo”. Balizo sempre, procuro esse caminho, ser correto com as pessoas e principalmente manter-me certo.



Nossas histórias são mais bonitas quando partilhadas

Somos convidados a nos lançar na aventura da amizade e do amor-doação



A vida é mais feliz quando acontece em relação, quando o coração desenvolve a capacidade de dividir aquilo que é. Dores com “nomes” e pessoalidade tem mais significado, e podem ajudar muitos a crescer.
Partilhar a compreensão do mistério que se é, e ter sensibilidade para compreender o outro, é expressão concreta de caridade e base para a fecunda relação humana que nos realiza enquanto pessoa.

Há quem viva aprisionado, fechado unicamente em seu jeito de enxergar a vida. Assim, os dias ficam gradativamente ausentes de sentido e motivação, pois, quando nos fechamos anulamos nossa capacidade relacional, não conseguindo amar e sermos amados, valorizar e sermos valorizados.
Precisamos dos outros. Precisamos de pessoas que nos conheçam sinceramente, pessoas diante das quais podemos ser o que realmente somos. Isso nos faz mais gente.

O homem é constitutivamente ser de relação, e o dado mais claro que comprova que alguém não está bem é a não-capacidade de se relacionar.
Nossas histórias são mais belas quando partilhadas, quando começam a fazer parte de outras histórias. Não somos fins em nós mesmos, precisamos de outros que “autentiquem” nossas experiências e partilhem nossas dores.

Todos temos grande valor e somos capazes de amar. Aquilo que somos, quando partilhado, pode fazer bem a muitas pessoas.
Quando rompemos com o egoísmo e retiramos as “máscaras”, sendo aquilo que somos com as pessoas que Deus coloca em nosso caminho, temos uma grande possibilidade de sermos amados em nossa verdade, sem fantasias e ilusões, e também de conhecermos e amarmos outras verdades.

Não é preciso ter medo partilhar o que somos, e nem de gastar tempo escutando outras histórias. Ninguém pode ser feliz sozinho, não somente no sentido afetivo, mas principalmente, existencial.
Curar é restituir a capacidade relacional. O amor puro que damos e recebemos vai nos curando profundamente, e fazendo com que o melhor de nós “venha para fora”.
Em um mundo tão marcado pelo egoísmo e individualismo, somos convidados a nos lançar na aventura da amizade e do amor-doação; que cura, traz vida e nos faz mais humanos. Mergulhe nesse território onde a abstração é abstraída e a soma produz beleza. Partilhe, receba, viva! Há muita vida esperando por você, não perca tempo

quarta-feira, abril 11, 2007

Ócio de uma mente pensante

O tempo para pensar tem sido um dos assunto que sempre comento no blog. Engraçado como no Brasil o tempo nunca sobrava, eu estava sempre correndo e ficava sempre com a impressão que não tinha tempo. Aqui, o tempo não sobra, mas parece que o percebo de forma diferente.

Certa vez, em uma daquelas segundas-feiras bem chatas, um amigo que trabalhava diretamente comigo formulou essa máxima, ele disse:
“Quando a gente está trabalhando o dia em um instante passa... QUE DEMORA DA P.....”

Recebi esses dias esse texto de uma amiga e achei interessante colocar no blog. Reflexões sobre o tempo.


Ócio de uma mente pensante

Afinal o que é ócio? Na escrita do dicionário, a palavra ócio, significa vagar; repouso; lazer; descanso; estado de quem não faz nada; preguiça. Daí surge as seguintes questões: Será que realmente estamos fazendo nada quando estamos no ócio? Nossa mente fica parada no espaço? Em que pensamos?

Nesse intervalo de tempo em que você parou para refletir nas respostas, que poderiam agora, estar no seu ócio. Creio que sim.

A mente humana está sempre em movimento, ou seja, estamos pensando sempre, mesmo que não estejamos presentes no trabalho. Que tanto nos pressiona a não ter tempo para o ócio.

Um dos momentos de descanso no trabalho, as pessoas deveriam entrar numa sala, com uma estrutura agradável, sem papéis, mesas, computadores, ou seja, sem algo que lembre o trabalho, para pensarem, para criarem, para acharem soluções, que normalmente na rotina não lhes sobra tempo. É justamente nesse “descanso mental” que podem surgir grandes idéias, e que também compartilhadas, mostram maior eficiência nas outras pessoas que trabalham.

O ser humano não vive apenas do trabalho, de certo precisamos do mesmo para termos horas de lazer, em que saímos totalmente da agitação de uma organização. No entanto, é o lugar onde passamos maior tempo, em média 8 horas por dias, e quando chegamos em casa, já não há tempo para pensar, criar ou resolver soluções. Será que o tempo que passamos sem fazer nada é perda de tempo?

À medida que vamos nos acostumando com a falta de espaço em nossas vidas para descansar a mente e fazer planos, estamos também nos acomodando com que resta, ou seja, a sobra de um dia tenso e cheio de preocupações, e deixamos de lado coisas simples como cuidar do jardim da casa ou passear com os filhos. Segundo Domenico de Masi, autor dos livros Ócio Criativo e Economia do Ócio: “É necessário aprender que o trabalho não é tudo na vida e que existem outros grandes valores: o estudo para produzir saber; a diversão para produzir alegria; o sexo para produzir prazer; a família para produzir solidariedade, etc.”

O ócio seja ele de que qualidade for, e que seja de preferência criativo, faz com que aprendemos com o que podemos realizar depois que a mente volta de uma parada. Quer dizer que quando gastamos nossas energias no trabalho, esquecemos que precisamos também de energia para o lazer. Não há nada melhor do que ficar na varanda da casa, curtindo uma rede e a brisa, lendo um bom livro. Isso é um ócio que requer pouquíssima energia, ou quase nada, além dos movimentos dos olhos ao ler, e palavras que são absorvidas. Quem sabe em um livro, você procure a solução da sua vida? Ou então tendo idéias produtivas? Por exemplo, um poeta pode muito bem está nessa rede, compondo mentalmente seus versos.

No mundo atual, trabalhamos como antigamente, de forma primitiva, antes mesmo do surgimento da indústria, onde nossas horas de lazer são mais uma compensação pelas horas trabalhadas do que seria na verdade, o lazer em si. Nesse caso, o ócio não significa preguiça, sedentarismo. O ócio criativo significa, então, um exercício de junção entre atividade, lazer e estudo, sugerindo ao ser humano um desenvolvimento holístico sobre a vida.

segunda-feira, abril 09, 2007

6 meses em Angola

Hoje dia 09/04 fez exatamente 6 meses do dia em que coloquei o meu pé em solo Angolano. Muitas descobertas, novidades, reflexões, novos amigos e grandes desafios. Com certeza lições que venho aprendendo e vivendo.

Descobertas:
A pia da cozinha sempre pode ficar pior. Impressionante como eu e Sérgio, meu amigo que divide o apartamento comigo, conseguimos deixar a pia da cozinha depois do final de semana. Juro, dá medo. Esse final de semana parece que nos superamos, para piorar o encanamento está uma droga e o vazamento está me matando, pense num cheiro ruim.

Existem mais tipos de barata do que se possa imaginar. Antes achava, mas agora tenho certeza, pensei que a casa fosse minha, mas na verdade é das baratas. Impressionante como elas se multiplicam e nos não conseguimos dar um fim nelas, parece piada. Não há remédio no mundo que dê jeito nessas danadas, bom, vai ver que a primeira descoberta, a da pia, influencia esse resultado....

Descobri que consigo me virar sozinho longe de casa, claro que minha mãe faz muita falta, mas até que é bem legal morar sozinho. Responsabilidade e liberdade duas palavras ótimas, estou gostando.

Novidades:
Reatei antigas amizades. Pessoas queridas que ao saberem que estou fora me escreveram e aos poucos temos nos comunicado. Além disso, as pessoas que aparecem nessa minha vida, tanto os Brasileiros como os estrangeiros. As pessoas que vem para trabalhar um tempo e que fazem parte de um pedaço da minha vida. Conheci pessoas de todo mundo e esse é um dos melhores aspectos de se morar em Angola. Pessoas interessantes que tem sempre algo a acrescentar, das mais diversas nacionalidades. Pessoas que tem trabalhos interessantes e uma grande bagagem, além das histórias de cada um.

Reflexões:
Aprender a viver bem comigo mesmo, valorizar o tempo e as pessoas que amo. Minha família e amigos que viraram família. Relacionamentos e os erros, aprender com eles, com cada atitude. Paciência, saber lidar com conflitos, conviver com pessoas diferentes, mais paciência. A minha felicidade nunca dependeu tanto de mim, sei agora que se eu não procurar, ela não vai me achar. Ou melhor, ela pode me achar, mas é melhor ter-la sempre ao meu lado.

Ficar sozinho é muito triste, então sair de casa é o melhor remédio. Prestar atenção ao dia a dia e inventar sempre uma novidade. Entrar numa academia, fazer curso de inglês, responder e-mails, ir ao um lugar que nunca fui, dormir menos. Ajudar, ser solicito, escutar e ser sempre correto, mas não bobo. Agregar valor a pessoa que sou, tornar-me mais interessante.

Grandes desafios:
Encontrar a minha felicidade agora e sempre. Ter sempre coragem para vencer os desafios e principalmente aceita-los. Com certeza o maior desafio, tomar as decisões certas para os próximos anos.



Angola tem sido uma viagem bem maior que transpor um oceano, tem sido uma viagem de auto-descobrimento à pessoa que é Spíndola.

Que venham os próximos 6 meses.

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sexta-feira, março 30, 2007

90 casos de cólera notificados em 3 dias em Luanda

Tenho relatado sempre as condições sanitárias de Angola, que em minha opinião são realmente muito precárias. Alguns anos atrás lembro de uma forte campanha contra o cólera no Brasil. Na época muitos anúncios em todos os tipos de mídia relatavam a forma de transmissão, os sintomas e principalmente as formas de prevenção.

Desconheço aqui em Angola uma entidade, semelhante a Anvisa (www.anvisa.gov.br) no Brasil, que fiscalize e que imponha normas e padrões para a higiene de estabelecimentos em geral. Fico preocupado particularmente com os vegetais crus dos restaurantes e os comprados nas ruas. A carne vendida, quando não é importada, são outra fonte de preocupação, e nesse caso penso nas várias refeições que faço na rua. Com relação às carnes não é o cólera, mas sim outras tantas doenças que podem ser causadas por uma falta de cuidado com a qualidade dos alimentos, que me incomodam.

Chamou-me atenção a matéria que registrava 90 casos de cólera, apenas em Luanda, nos últimos 3 dias. Quando falamos de um número como esse, considerando que a saúde aqui é algo e de tão difícil acesso ou mesmo pior quando comprado ao Brasil, tenho a certeza que muitos outros casos sequer foram notificados. Claro que estou apenas especulando, mas imagino que para cada caso notificado uma quantidade muito maior passa sem diagnóstico.

Novatos tenham muito cuidados com os alimentos e com a água. Nada de pensar em beber se não for mineral, fora isso, estão lembrados do gelo? Admito porem que já abstrai o gelo, estou tomando desde que cheguei e até agora não fiquei doente, ou melhor, germes é a realidade de todo morador de Angola.

Ai ai, esse assunto não tem fim. Vou acabar o post, pois já estou ficando preocupado!

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Notificados 90 casos de cólera em Luanda nas últimas 72 horas - Angop
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=13969

Noventa casos de cólera, sem óbito, foram notificados pelas autoridades sanitárioas de Luanda, nas últimas 72 horas, em três dos nove municípios, afectando maioritariamente mulheres e crianças.

A médica da Direcção Provincial de Saúde Pública, Isabel Massacolo, disse hoje à Angop que os casos, uma média de 45 por dia, foram notificados nos municípios do Sambizanga, Cacuaco e Cazenga.

A fonte acrescentou que comparativamente ao período anterior, houve uma diminuição de 32 casos.

Isabel Massocolo apelou à população para a necessidade do cumprimento das medidas preventivas para se evitar a contaminação da doença.

Com uma população estimada em cinco milhões de habitantes, a província de Luanda ocupa uma área de cerca de 450 quilómetros quadrados e é constituída pelos municípios da Ingombota, Samba, Maianga, Rangel, Samba, Sambizanga, Kilamba Kiaxi, Cacuaco e Viana.

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Cólera
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3lera

A Cólera (ou cólera asiática) é uma doença causada pelo vibrião colérico (Vibrio cholerae), uma bactéria em forma de vírgula ou bastonete que se multiplica rapidamente no intestino humano produzindo potente toxina que provoca diarréia intensa. Ela afeta apenas os seres humanos e a sua transmissão é diretamente dos dejetos fecais de doentes por ingestão oral, principalmente em água contaminada.


Transmissão
A cólera é transmitida através da ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes humanas. São necessários em média 100 milhões de víbrios (e no mínimo um milhão) ingeridos para se estabelecer a infecção, uma vez que não são resistentes à acidez gástrica e morrem em grandes números na passagem pelo estômago.

Tratamento
O tratamento imediato é o soro fisiológico ou soro caseiro para repor a água e os sais minerais: uma pitada de sal, meia xícara de açúcar e meio litro de água tratada. No hospital, é administrado de emergência por via intravenosa solução salina. A causa é adicionalmente eliminada com doses de antibióticos, dos quais o primeiro a ser usado é a tetraciclina, e depois o cotrimexazole.

A higiene e o tratamento da água e do esgoto são as principais formas de prevenção. A fervura da água de consumo é eficaz na destruição da bactéria.

A vacina existente é de baixa eficácia (50% de imunização) e o seu efeito dura apenas de 3 a 6 meses após a administração, o que a torna inviável.


História
A cólera provavelmente originou-se no vale do rio Ganges, Índia. As epidemias surgiam invariavelmente durante os festivais hindus realizados no rio, em que grande número de pessoas banhavam-se em más condições de higiene. O vibrião vive naturalmente na água e infectava os banhistas que depois o transmitiam por toda a Índia nas suas comunidades de origem. Algumas epidemias também surgiram devido a peregrinos nos países vizinhos com aderentes da religião hindu, como Indonésia, Birmânia e China.

Foi descrita pela primeira vez no século XVI pelo português Garcia da Orta, trabalhando na sua propriedade, Bombaim, no Estado da Índia Português. Foi o inglês John Snow que descobriu a relação entre água suja e cólera em 1854. A bactéria Vibrio cholerae foi identificada pelo célebre microbiologista Robert Koch em 1883.

Foi só em 1817, com o estabelecimento do Raj britânico na Índia, e particularmente na região de Calcutá, espalhou-se a cólera pela pimeira vez para fora da região da Índia e paises vizinhos. Ela foi transportada por militares ingleses nos seus navios para uma série de portos e a sua disseminação tra-la-ia à Europa e Médio Oriente, onde até então era desconhecida. Em 1833 chegou aos EUA e México, tornando-se uma doença global.

Numa das primeiras epidemias no Cairo, matou 13% da população. Estabeleceu-se em Meca e Medina, onde as peregrinações religiosas muçulmanas do Hajj permitiam concentrações suficientes de seres humanos para se dar a cadeia de transmissão da epidemia, assim como nas cidades grandes da Europa. Na Arábia foi endêmica até ao século XX, matando inúmeros peregrinos, tendo sido aí que surgiu o agora disseminado serovar eltor. A disseminação pelos peregrinos, vindos de todo o mundo muçulmano de Marrocos até às Indonésia, foi importante na sua globalização assim como os navios comerciais europeus.

Durante o século XIX, surgiram abruptamente várias epidemias nas cidades europeias, matando milhares em epidemias em Londres, Paris, Lisboa e outras grandes cidades. Uma dessas epidemias em Londres, 1854, levou ao estabelecimento das primeiras medidas de saúde pública, após constatação que poços contaminados estavam na origem da doença, pelo médico John Snow.

Dólar fecha em menor valor em seis anos

http://g1.globo.com/Noticias/Economia/0,,MUL15784-5599,00.html
Matéria retirada do portal de notícias da globo – www.g1.com.

Valorização do real é a maior desde março de 2001.
BC comprou dólares, mas não conteve a baixa da moeda americana.


O dólar fechou nesta quinta-feira (29) no menor valor em seis anos. A moeda norte-americana teve queda de 1,16%, fechando a R$ 2,045, a menor cotação desde março de 2001. Em 2007, a moeda americana já acumula desvalorização de 4,26%.

Nem a atuação do Banco Central, que comprou dólares para tentar conter a valorização do real, conseguiu conter a alta.

Com a Bovespa em alta, a menor preocupação com a economia norte-americana e os níveis recordes de baixa do risco-país (que chegou a ficar alguns momentos abaixo de 170 pontos nesta quinta-feira), a impressão no mercado é que a moeda pode vir a cair ainda mais. O real pode "testar" o patamar de dois para um perante o dólar. Ou seja: o brasileiro precisará de R$ 2 para comprar US$ 1.

Recentemente, em visita ao Brasil, Jim O'Neil, analista do banco Goldman Sachs, disse que o fortalecimento da economia brasileira levaria necessariamente à valorização do real sobre o dólar. Segundo ele, não é improvável de que a moeda americana chegue a valer R$ 2 no curto prazo.

(Com informações da Reuters e do Valor Online)

quinta-feira, março 29, 2007

Feira de artesanatos do Benfica

Elefantes - Feria de artesanatos do Benfica, Luanda - Angola


Esse é um assunto que vai render muitos post’s, pois merece. Garanto que nunca vi nada parecido, tudo é muito bonito, bom, quando não é lindo, pelo menos assusta. Essa é uma parada obrigatória a todo viajante que chega a Luanda.

Saindo o centro e indo para sul, passando pelo Talatona, se chega ao Benfica. Segue-se em frente ficando sempre atento a paisagem. Passa-se por uma ponte, a ponte do Benfica, e continua-se o caminho. Um quilômetro depois da ponte, aproximadamente, se vê do lado direito do carro a feira de artesanatos.

Logo de cara algumas dicas, leve o dinheiro bem guardado, como há muitas pessoas no local, fica a possibilidade de roubo, já escutei casos desses. Estacione o carro e escolha um dos guardadores, escolha mesmo, aponte e diga que é ele, caso contrario fica uma enorme quantidade de flanelinhas pedindo para guardar o carro. Leve uns US$ 200,00, acredito que será o suficiente, pois apesar de não ser muito barato, dá vontade de levar tudo. A pior parte do passeio, com certeza, fica por conta dos vendedores que ficam puxando e chamando, realmente muito chato, chega a assustar, mas não deixe que isso o desanime a conhecer a feira.

Quadros - Feria de artesanatos do Benfica, Luanda - Angola


Lindas esculturas de madeira, elefantes, rinocerontes, o pensador (símbolo de Angola), o caçador, Palancas negras, girafas, mesinhas maravilhosas, caixinhas esculpidas que nem dá para acreditar que existem. Realmente é maravilho e só existem aqui. Encontram-se também peças em marfim, particularmente não simpatizo com a compra, além do que essas não podem sair legalmente do país. Os quadros são contagiantes e bem caros. Muitas pulseiras, brincos e pinduricalhos para fã nenhuma de bijuteria colocar defeito. Bom, absolutamente incrível, vale muito a pena.

Como disse no começo tenho muito a falar sobre a feira, mas porque esgotar o assunto todo de uma vez? Afinal, a posse é a morte do desejo.

Girafas - Feria de artesanatos do Benfica, Luanda - Angola

quarta-feira, março 28, 2007

Samba ou Rocha?

Essa pergunta é sempre feita, pelos moradores do bairro de Talatona, nos dias após uma noite de chuva. O trânsito é caótico, tem que ter muita paciência, mas nos dias de chuva, garanto que dá vontade de chorar. Para chegar ao centro só há dois caminhos ou pelo bairro do Rocha Pinto ou pelo bairro do Samba.

A via do bairro do samba fica próxima à orla e foi construída escavando alguns morros do local. Quando a chuva é muito intensa essa terra invade a pista chegando algumas vezes a inviabilizar totalmente a passagem, geralmente, entretanto, a passagem só fica lenta. Quando as grandes chuvas ocorrem só utilizando tratores para resolver o problema. Já a via do Rocha Pinto é a principal rota dos Kandogueiros, transporte realizado por vans. As leis de transito em Angola até existem, mas o desrespeito e a incapacidade da policia ao lidar com isso são gritantes. Desta forma, mesmo sem a terra na rua, essa via é sempre complicada e demorada.

Pelas fotos dá para ver o tamanho dos estragos que as águas causam em Luanda. As ruas têm sempre muita terra, o que com a água forma um lamaceiro incrível. Claro que nem sempre a situação é essa, mas vez por outra acontece.

No final do ano passado uma grande chuva ocorreu em Luanda. No dia de maior precipitação sequer conseguimos ir trabalhar, ficamos ilhados em casa. Muitos foram os desabamentos de morros, queda de pontes e destruição de casas. Nessa época morreram mais de 80 pessoas vítimas das tempestades só na capital.

Infelizmente não há galerias de escoamento de água e quando as águas chegam é um deus nos acuda. Mesmo com tudo isso a população sofre com a falta de água potável em casa.

terça-feira, março 27, 2007

Coca-Cola que nada, em Angola o refrigerante é BLUE

Tubaina, refresco, quisuco, pode chamar do que quiser, mas no Brasil a formula de refrigerantes baratos e com uma qualidade razoável fazem muito sucesso. Lembro por ocasião da abertura Frevo em Pernambuco. Logo de cara foi um sucesso e em todo carrinho de cachorro-quente só servia Frevo. Por sinal esses refrigerantes mudaram a forma de vender cachorro-quente, foi após a chegada deles no comercio que se começou a se vender o sanduíche junto com o copo de refrigerante.

Em Angola acontece algo semelhante. O refrigerante que faz mais sucesso entre os locais é o Blue. Fabricado pela Refriango esse refrigerante simples é vendido em toda esquina, literalmente, na rua há muita pessoas vendendo o refrigerante, sejam em pequenas lojas, mercados e até ambulantes. O preço na rua é de 50 Wkanza a lata, aproximadamente 60 centavos de dólar, claro que no mercado ele ainda é mais barato.

Um dos sabores mais exóticos é o de manga, lançado recentemente. Os sabores de fruta são dominantes e não há um de cola, semelhante a coca-cola. A Refriango faz outro refrigerante chamado American Cola que já faz esse papel.

Particularmente não gosto muito do refrigerante, é bem diferente para o meu paladar. A impressão que tenho é que é um suco com gás, contudo que o gás não aderiu ao líquido. Com certeza é por conta de estar acostumado com os refrigerantes da Coca-Cola e da Ambev.

Se vier a Angola, não deixe de provar BLUE.