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terça-feira, setembro 23, 2008

Oportunidade de trabalho em Angola

Bruno, Adelaide e Spíndola - Advance, Angola

Diariamente recebo pelo menos três e-mails de pessoas que visitaram o blog. Gostaria de dividir com todos a minha felicidade por esse fato, ainda mais pela quantidade de elogios. São muitas as questões levantadas pelos leitores, contudo qual seria o e-mail mais comum? Acertou quem falou oportunidades de emprego.

Angola é vista como o novo eldorado para os profissionais do Brasil. A idéia que se tem são bons salários e novas aventuras. Entretanto, na teoria a prática é diferente! Há bons salários sim, mas há uma série de dificuldades que se precisa transpor.

-Competitividade excessiva
-Distância da família e dos amigos
-Mudança de cultura
-Conflitos com os colegas do trabalho, pois se acorda, dorme, trabalha o tempo todo praticamente com as mesmas pessoas
-Etc.

Em minha opinião existe um perfil para se trabalhar em Angola. Pessoas novas, solteiras, qualificadas, boas de relacionamento e ambiciosas. Claro que não apenas nesse perfil se dá bem, mas como regra é isso ai.

Para todos os que me perguntam, “Vale à pena trabalhar em Angola?”, a minha resposta é sempre a mesma: Vale muito à pena.

Aos que desejam se aventurar por terras Africanas estão aqui dois ótimos canais. Empresas de consultoria em RH que contatam para Angola.

www.wrh.com.br
www.optimizarh.com

Boa sorte a todos!
Posted by Picasa

terça-feira, julho 10, 2007

Abraço coletivo

Sinceramente não sei bem porque, mas todos na empresa estavam achando que eu estava baixo astral ontem. Acredito que o motivo foi uma noite mal dormida, até que eu estava com olheiras.

Sérgio se mudou esse final de semana. Foi realmente um privilegio dividir o apartamento com ele. Ficamos amigos e em uma das nossas conversas chegamos a conclusão que mesmo que nos conhecêssemos em São Paulo ou em Recife seriamos amigos. Durante esses 9 meses passamos pelas fases de adaptação, alegrias e tristezas em tempos semelhantes. Ele chegou apenas 15 antes de mim a Angola, dessa forma a medida que o processo ia acontecendo com um ou outro vivia experiências identicas.
Sérgio comendo na Multi - Tá com cara de que?


Tenho um novo camarada de AP, Wolquimar. O trocadilho foi inevitável e esse é melhor jeito para não esquecer o nome dele. Além disso, o novo membro da empresa se mostra cordial e receptivo. Tenho certeza que vai se adaptar bem e terá uma permanência construtiva e enriquecedora nesse pais.

Voltando ao dia de ontem, fui a uma reunião no Instituto do Sida, acompanhamento de projeto. Na volta sentei na cadeira, relaxei um pouco enquanto ligava o PC. Quando dou por mim, uma invasão na sala. Toda turma da fábrica, 6 pessoas mais Sérgio e Alberto que estava na hora se juntam a guangue. Rildo toma a frente e informa que todos acharam que eu estava abatido e com cara de chateado. Eu disse que não, mas de nada adiantou. Recebi um abraço coletivo da turma, todos ao mesmo tempo.

Fernando, João, Andrey, Rildo, Saulo e André

Tenho que admitir, fiquei muito feliz com a demonstração de carinho e atenção dos meus amigos de empresa. Foi muito bom me sentir querido e ver que de alguma forma consigo cativar esses profissionais que durante um bom tempo se tornarão minha família.

Meu muito obrigado a Rildo, Andrey, André, Fernando, João, Saulo, Alberto e Sérgio que me proporcionaram o que com certeza foi o melhor momento da semana. Um forte abraço em cada um.Amigos obrigado pelo carinho.

Eu e Alberto no Churras da empresa

quarta-feira, abril 11, 2007

Ócio de uma mente pensante

O tempo para pensar tem sido um dos assunto que sempre comento no blog. Engraçado como no Brasil o tempo nunca sobrava, eu estava sempre correndo e ficava sempre com a impressão que não tinha tempo. Aqui, o tempo não sobra, mas parece que o percebo de forma diferente.

Certa vez, em uma daquelas segundas-feiras bem chatas, um amigo que trabalhava diretamente comigo formulou essa máxima, ele disse:
“Quando a gente está trabalhando o dia em um instante passa... QUE DEMORA DA P.....”

Recebi esses dias esse texto de uma amiga e achei interessante colocar no blog. Reflexões sobre o tempo.


Ócio de uma mente pensante

Afinal o que é ócio? Na escrita do dicionário, a palavra ócio, significa vagar; repouso; lazer; descanso; estado de quem não faz nada; preguiça. Daí surge as seguintes questões: Será que realmente estamos fazendo nada quando estamos no ócio? Nossa mente fica parada no espaço? Em que pensamos?

Nesse intervalo de tempo em que você parou para refletir nas respostas, que poderiam agora, estar no seu ócio. Creio que sim.

A mente humana está sempre em movimento, ou seja, estamos pensando sempre, mesmo que não estejamos presentes no trabalho. Que tanto nos pressiona a não ter tempo para o ócio.

Um dos momentos de descanso no trabalho, as pessoas deveriam entrar numa sala, com uma estrutura agradável, sem papéis, mesas, computadores, ou seja, sem algo que lembre o trabalho, para pensarem, para criarem, para acharem soluções, que normalmente na rotina não lhes sobra tempo. É justamente nesse “descanso mental” que podem surgir grandes idéias, e que também compartilhadas, mostram maior eficiência nas outras pessoas que trabalham.

O ser humano não vive apenas do trabalho, de certo precisamos do mesmo para termos horas de lazer, em que saímos totalmente da agitação de uma organização. No entanto, é o lugar onde passamos maior tempo, em média 8 horas por dias, e quando chegamos em casa, já não há tempo para pensar, criar ou resolver soluções. Será que o tempo que passamos sem fazer nada é perda de tempo?

À medida que vamos nos acostumando com a falta de espaço em nossas vidas para descansar a mente e fazer planos, estamos também nos acomodando com que resta, ou seja, a sobra de um dia tenso e cheio de preocupações, e deixamos de lado coisas simples como cuidar do jardim da casa ou passear com os filhos. Segundo Domenico de Masi, autor dos livros Ócio Criativo e Economia do Ócio: “É necessário aprender que o trabalho não é tudo na vida e que existem outros grandes valores: o estudo para produzir saber; a diversão para produzir alegria; o sexo para produzir prazer; a família para produzir solidariedade, etc.”

O ócio seja ele de que qualidade for, e que seja de preferência criativo, faz com que aprendemos com o que podemos realizar depois que a mente volta de uma parada. Quer dizer que quando gastamos nossas energias no trabalho, esquecemos que precisamos também de energia para o lazer. Não há nada melhor do que ficar na varanda da casa, curtindo uma rede e a brisa, lendo um bom livro. Isso é um ócio que requer pouquíssima energia, ou quase nada, além dos movimentos dos olhos ao ler, e palavras que são absorvidas. Quem sabe em um livro, você procure a solução da sua vida? Ou então tendo idéias produtivas? Por exemplo, um poeta pode muito bem está nessa rede, compondo mentalmente seus versos.

No mundo atual, trabalhamos como antigamente, de forma primitiva, antes mesmo do surgimento da indústria, onde nossas horas de lazer são mais uma compensação pelas horas trabalhadas do que seria na verdade, o lazer em si. Nesse caso, o ócio não significa preguiça, sedentarismo. O ócio criativo significa, então, um exercício de junção entre atividade, lazer e estudo, sugerindo ao ser humano um desenvolvimento holístico sobre a vida.

sexta-feira, março 16, 2007

Roubo nos contrastes!

Outro dia percebi que o caixa de um dos restaurantes que gosto de ir sempre que eu dava um valor em dólares para ele, este sempre me devolvia o troco faltando de 30 a 70 Kwanzs. No começo achei que era falta de troco e deixei para lá. Contudo considerando a quantidade de vezes que vou a esse restaurante comecei a notar que ele fazia isso sistematicamente. Fiquei pensando, se o restaurante serve 150 pratos por dia e o dito rapaz pega uma média de Kz 50,00 por prato, então ao final do dia ele tem Kz 7.500,00. Multiplicando isso pela quantidade de dias úteis 20, ao final do mês ele arrecadou Kz 150.000,00 ou U$ 1.875,00 (DÓLARES). Bom, agora a reflexão. O rapaz em questão deve ganhar entre U$ 200,00 e U$ 400,00 por mês, entretanto com o esquema dele ele descola U$ 1875,00.

Vamos agora a outro exemplo. Fui comprar um abajur, a atendente nem olhou para a minha cara direito, ela era Angolana. A atendente em questão deve ganhar U$ 300,00. Quanto perguntei o preço do abajur o meu susto, custo da peça U$ 75,00. Quase caio para trás com o absurdo do preço, fui pesquisar em outra loja e o preço foi semelhante.Realmente achei muito caro o preço dos produtos em relação ao valor do salário pago. Em apenas um dia o comerciante tira o salário de todo o seu pessoal.

O salário em Angola são tão baixos e os preços são tão caros que acaba levando as pessoas mais humildes a se corromperem. Fora tudo isso há uma total falta de controle e qualificação dos gerentes e pessoal administrativo. Não estou justificando o roubo, muito longe disso, mas a longo prazo as pessoas ficam revoltadas e a tendência é essa indignação crescer.

Os fatos colocados assim merecem uma reflexão, qual é a sua?

sábado, março 10, 2007

Presidiários Chineses em Angola

Como sempre comento, em Angola existem os mais diversos tipos de povos. Um dos mais significativos, seja por sua cultura, diferença de raça ou cultura, são os Chineses.

Já escutei muitas histórias sobre os Chineses. Posso constatar no dia a dia que eles estão em muitas obras pela cidade, é comum ver chineses cavando buracos, concertando ou construindo coisas pela capital. Além da capital vez por outra aparecem notícias de obras sendo realizadas nas províncias. Também já vi missões diplomáticas e acordos comerciais sendo noticiados nos jornais.

Segundo informações dos Brasileiros que estão aqui a mais tempo, a maioria dos orientais que vem para esse país são presidiários. Essas pessoas cometeram crimes leves e ao invés de ocupar as cadeias no seu país são enviados para Angola para trabalhar na construção civil. Além de resolver a questão da super-população em sua terra natal, custam muito barado para os seus patrões.

Os asiáticos trabalham pesado, já cheguei a ouvir histórias de pedirem deliberadamente que diminuíssem o ritmo das obras, pois essas acabariam muito cedo. Tempo em Angola também é dinheiro, mas parece que ao contrário. Quanto mais tempo uma obra dura, mais as pessoas envolvidas ganham dinheiro.

Uma das histórias mais impressionantes, fora o fato deles serem presidiários, está em uma curiosidade chamada “cama quente”. A “cama quente” são contêineres em que os trabalhadores chineses dormem. Uma série de beliches dentro de um contentor que são revezados em três turnos. A cada 8 horas as pessoas têm que acordar para que um outro possa dormir no mesmo lugar. Dessa forma as camas nunca deixam de ficar quentes e daí vem o nome.

A quantidade de Chineses em Angola é bastante grande e uma das minhas reflexões é de como será a próxima geração de Angolanos. Pergunto-me isso, pois, além de influenciar culturalmente, inevitavelmente relacionamentos amorosos surgem dessa gente com o povo local. Uma na mistura de raça está se formado, lentamente, e que no futuro se fará notar. Os impactos disso na sociedade Angola são difíceis de saber, contudo que haverá mudanças, isso com certeza.

segunda-feira, março 05, 2007

Vistos ordinário e de trabalho para Angola– Requisitos e Formulários

Para vir para Angola mesmo como turista, diferentemente do processo para a comunidade Européia, é necessário o visto de entrada. Nesse caso me refiro ao visto ordinário que deve ser requerido junto ao consulado. No Brasil o consulado fica no Rio de Janeiro - www.consuladodeangola.org.

Para os profissionais que pensam em passar um tempo trabalhando em Angola, vale a pena dar entrada no visto de trabalho. Dizem que processo é demorado, contudo um dia sai.

Fique atento para os documentos necessários e os links abaixo.



Visto ordinário

http://www.consuladodeangola.org/Administrativo/visto_ordinario.htm

• Formulários devidamente preenchidos em duplicado;
http://www.consuladodeangola.org/Administrativo/form1.htm
http://www.consuladodeangola.org/Administrativo/form2.htm
http://www.consuladodeangola.org/Administrativo/form3.htm
http://www.consuladodeangola.org/Administrativo/form4.htm
• Duas Fotos 3X4 (colorida);
• Passaporte com seis meses de validade no mínimo;
• Garantia de meios de subsistência (Turistas)
• Carta convite que evoca o motivo da deslocação (Organismos ou Empresas) contendo CNPJ para empresas brasileiras e nº de contribuinte, para empresas angolanas.
• Certificado de vacina internacional; (febre amarela)
• Fotocópia de carteira de identidade reconhecida em cartório;
• Para menores de 18 anos (dezoito) anos de idade requer-se autorização do Juizado de Menores, ou dos pais, neste último caso com firma reconhecida e devidamente consularizada nesta Missão Consular;
• Para menores de 18 anos (dezoito) anos de idade também é necessário fotocópia da Certidão de Nascimento autenticada no cartório;
• Xerox do CPF (CIC) para turistas e não turistas;
• Taxa do visto: USD 30,00 (trinta dólares americanos).
• Termo de responsabilidade - http://www.consuladodeangola.org/Administrativo/termo.htm

 Empresas do direito angolano: solicitar visto através de ofício incluindo o nº de contribuinte da respectiva empresa.
 Para empresas de direito brasileiro ou outros: incluir no ofício/carta o CNPJ.



Visto de Trabalho
http://www.consuladodeangola.org/Administrativo/visto_trabalho.htm

• Formulários devidamente preenchidos em duplicado;
• Duas Fotos 3X4 (coloridas);
• Passaporte com validade de (1) ano no mínimo;
• Contrato de Trabalho ou promessa de trabalho com firma reconhecida;
• Folha de Antecedentes criminais;
• Atestado Médico do País de Origem do requerente, incluindo doenças infecto-contagiosas, com firma reconhecida;
• Certificado de Habilitações Literárias ou Profissionais e Curriculum Vitae;
• Termo de compromisso de respeito às Leis e Instituições da República de Angola;
• Cópia da Carteira de Identidade autenticada em cartório;
• Comprovante de residência;
• Certificado de vacina internacional: (febre amarela);
• Carta dirigida ao Consulado, a solicitar o respectivo visto;
• Taxa do visto: USD 160,00 (Cento e sessenta dólares americanos)

Obs: Entregar todos os originais e xerox do processo.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Teste de HIV / AIDS e vistos para Angola

A primeira vez que ouvi sobre o assunto me espantei, como um país pode condicionar a concessão de vistos de entrada mediante a apresentação de teste de HIV. Após algum tempo em Angola pude perceber que a considerar a mentalidade do país isso não é em nada um disparate. Longe de mim fazer juízo de valor, contudo as minhas convicções são totalmente diferentes dessa prática. Ora, uma pessoa contaminada com o vírus da HIV, que não necessariamente está doente, deve ser tratada da mesma forma que uma pessoa que não possui o vírus.

No Brasil é proibida por lei a discriminação em caso de pessoas soro positivo. Os direitos e deveres de ir e vir são exatamente iguais para a pessoa que possui e a que não possui o vírus.

O Angolano que pensar em defender o ponto de vista do governo basta apenas refletir sobre a seguinte questão. É sabido que a África tem alta incidência de HIV/AIDS na população, assim, o povo de Angola deve ser visto com distinção por causa disso? Deve ser dificultado o direito de ir e vir desse povo por conta desse conceito ou preconceito, como preferir?

O fato é que para se solicitar hoje um visto de trabalho para o país é necessário anexar um exame de HIV. Obvio que se é pedido, no caso de um resultado de contaminação, o visto pode será negado.

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Teste de HIV condiciona concessão de vistos de entrada para Angola Angolense (Elsa Alexandre)
www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=13566

As embaixadas angolanas representadas em vários países exigiram aos participantes do primeiro acampamento lusófono dos Direitos Humanos, decorrido recentemente em Luanda, a apresentação de resultado do teste de VIH como condição imprescindível para receber o visto de entrada no país

Não se sabe de onde procede tal ordem, mas segundo os envolvidos essa situação vem agravar as dificuldades de concessão de vistos e ofende directamente os direitos humanos.

"Tive bastantes dificuldades para consiguir o visto, pois eles não nos tinham avisado que para nos concederem a autorização de entrada teríamos de fazer o teste", contou Arminda, activista pelos direitos humanos de nacionalidade moçambicana.

A mesma disse ainda que não lhe foi explicado o motivo daquele comportamento, o que a fez concluir que caso o seu resultado fosse positivo ela seria privada de viajar.

Os participantes do acampamento que se debruçou sobre a situação dos direitos humanos ficaram horrorizados com aquela revelação, não tendo compreendido os verdadeiros motivos para que as embaixadas, que presumivelmente deveriam estar totalmente informadas sobre os direitos do homem e dos seropositivos, agissem dessa forma.

Segundo nos informou Daniela Ikawa, coordenadora de uma organização não governamental brasileira, na embaixada de Angola no Brasil já é habitual esta prática. "Já há algum tempo que eles pedem o resultado do teste para darem o visto", realçou.

Mais adiante realçou que desconhece o caso de algum solicitante de visto que tenha apresentado resultado positivo, pelo que desconhece qual será a reacção da embaixada neste caso. Ainda assim arrisca: "Não duvido nada que eles não permitam que essa pessoa viaje", afirmou.

Segundo a Carta Angolana sobre VIH e Direitos Humanos "todas pessoas seropositivas têm direito a liberdade e o Estado não pode privá-las desse direito pela única razão de serem portadores do VIH".

Ainda segundo o artigo terceiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos "Todo indivíduo tem direito à vida, liberdade e segurança pessoal".

Já o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direito".

Com vista a eliminação de toda forma de desrespeito aos Direitos Humanos, associações de luta pelos direitos do homem encaminharam uma carta ao Director da Unidade Técnica de Coordenação da Ajuda Humanitária, bem como aos Ministérios de Relações Exteriores, Reinserçao Social e aos Serviços de Migração e Estrangeiros a denunciar tais procedimentos.

De realçar que não há notícia de que embaixadas acreditadas em Angola exijam a apresentação de teste de HIV para concessão de vistos.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Vou plantar macaxeira

Conhecer os Angolanos tem sido uma experiência no mínimo interessante. Com o convívio diário, principalmente no curso de inglês onde posso conversar como igual, escuto histórias inusitadas e bastante curiosas.

Dizem que um dos problemas de Angola, produção de alimentos, não pode ser resolvido em algumas das províncias. O motivo é muito simples, não é permitido aos moradores do campo ara-lo. Mas como plantar em uma terra se arar essa?

Em uma propriedade pequena onde exista água é até normal que se deseje plantar algum alimento. Fico imaginando os nordestinos, pois o cenário é semelhante, e suas plantações de palmas e macaxeira. Mas qual o motivo de não se poder plantar?

O governo proíbe qualquer tipo de cultivo na terra. Ao se revirar um pouco a terra começa-se a encontrar pequenas pedrinhas que para o homem do interior tem pouco valor, contudo levando-se para a cidade causaria uma corrida sem precedentes ao campo. As pedrinhas que me refiro são diamantes.

Dizem que é possível encontrar diamantes no chão em algumas províncias de Angola. Arar o solo é proibido, pois esse ato desenterra muitos diamantes e o governo não deseja que estes saiam do país. Na verdade o problema não é nem que esse tesouro saia do país, mas que não sai do país sem ser pela mão deles.

Fico imaginando o pequeno agricultor mexendo na terra e dizendo: Droga de pedrinhas que atrapalham, o pior é que essas danadas são difíceis de quebrar.

Descobri um sonho de infância, eu sempre soube que eu tinha essa vocação, vou largar a computação e me dedicar a uma vida simples. Acho que vou comprar umas terras e ir para interior de Angola, quem sabe eu não faço feito os filhos de Francisco e viro cantor? Quem sabe não faço feito Lula, que saiu do interior Pernambucano – Garanhus, e viro presidente. Pensando bem acho que vou comprar um país com fruto do meu trabalho, vou viver de vender macaxeira. As pedrinhas, bom, eu guardo, nunca se sabe...

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Abrir empresas em Angola - tarefa difícil


A medida que vou relatando as oportunidades em Angola, muitas pessoas me escrevem sobre a possibilidade de abrir uma empresa aqui. Encontrei uma matéria que fala do assunto, contudo não esgota o tema. Com certeza um dos principais requisitos para se abrir uma empresa aqui é ter alguém “forte” lhe dando apoio e respaldo. Problemas como logística, que comentei a pouco tempo aqui no blog, custo e burocracia podem minar e arruinar qualquer boa idéia.

Há de se colocar, pois fica nas entrelinhas do texto, que pequenos e micro negócios somente podem ser abertos por Angolanos. Com essa proteção de mercado o país limita muito o crescimento econômico e a criação de empregos. Difícil entender essa medida protecionista, caso algum leitor tenha uma idéia, inicie uma discussão.

Vale lembrar que Angola tem uma cultura socialista e somente agora começa a dar os primeiros paços rumo ao capitalismo.

Abaixo a matéria que fala sobre a burocracia de se abrir uma empresa em Angola.

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Burocracia dificulta constituição de empresas no país Jornal de Angola
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=13253


A excessiva burocracia, resumida na forte tributação e na dificuldade de obtenção de titularidade da propriedade, constitui um dos principais entraves à constituição de empresas em Angola.

A constatação foi feita ontem, em Luanda, pela Coordenadora Nacional do Programa Empresarial Angolano (PEA), Constância Silva, que apelou para o surgimento de mais instituições afins, com vista a ajudar as pessoas que pretendem criar empresas, tanto em nome individual quanto em nome colectivo.

O programa, segundo a responsável, visa simplificar o processo para o fomento do empresariado angolano. Aliás, este é o lema do fórum para a constituição de empresas, que se vai realizar no próximo dia 8 de Fevereiro, em Luanda.

Para Constância Silva, o evento é uma oportunidade ímpar que visa promover o diálogo entre as diferentes partes envolvidas na constituição de empresas, conciliando os interesses das entidades públicas com os dos representantes da classe empresarial.

“Devido à burocracia que se regista em todo o processo para se abrir uma empresa, o cidadão tem de desembolsar cerca de 100 mil kwanzas. Isso é um valor alto”, explica, a responsável, para quem a criação de condições para o fomento da pequena actividade económica, conforme a constituição da República, é uma obrigação do Estado.

As formalidades administrativas para a constituição de empresas são numerosas e mesmo complexas e restritivas, pondo em causa a modernização e, muitas vezes, a credibilidade das normas e das próprias instituições que as aplicam, segundo Constância Silva.

Para já, o fórum sobre “Constituição de empresas: simplificar para fomento do sector privado” é organizado pelo Programa Empresarial Angolano (PEA), em parceria com o Ministério da Justiça. Neste momento, mais de 100 pessoas estão convidadas, entre os organismos envolvidos na constituição de empresas e a sociedade civil, instituições académicas, classe empresarial e representantes de partidos políticos.

Os debates do encontro vão incidir-se em três aspectos, nomeadamente os requisitos, os prazos e carga fiscal para a legalização do início da actividade económica, os recursos que se prendem com o modo de funcionamento da administração pública e os incentivos no investimento privado.

Para o efeito, estão convidados a intervir quadros especialistas da Administração Pública e do sector empresarial privado, com destaque para o Guiché Único de Empresas, a Direcção Nacional de Impostos e dos Serviços de Cartório e Notariado, o Ministério do Planeamento, Ministério do Comércio, a Associação Fiscal Angolana, bancos comerciais, representantes do sector privado, entre outros.

Angola é o país da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC) que apresenta um dos mais pesados processos burocráticos para a constituição de empresas, quer em nome individual, quer de sociedades.

Apesar das condições macro-económicas favoráveis, dos resultados da paz e das potencialidades que o país apresenta, Angola precisa de um melhor ambiente para o investimento privado interno, base sobre a qual será aplicado o investimento externo.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Trabalho e Salário – Lições e saudades da MV

Com certeza se pensa o tempo todo em realização pessoal e felicidade, esse assunto se torna mais enfático quando adicionamos a vertente do trabalho. Afirmo que o trabalho é a sua vida, faz parte da sua vida, uma parte por sinal muito importante.

Hoje quando falo da minha antiga empresa MV, digo que ela foi a melhor coisa que me aconteceu. Como essa empresa me fez bem, agradeço muito aos anos que passei lá e a oportunidade e sorte que tive por estar nela. Contudo tive bons e maus momentos lá, o mais importante é que, passado algum tempo, consigo tirar lições de tudo o que passou. Principalmente melhorar e não cometer mais os erros do passado.

Com certeza uma das principais lições que tiro da MV é: Só uma pessoa pode motivar você e essa pessoa é você mesmo. Para que as coisas melhorem é preciso primeiro mudar a você e depois ter coragem para mudar o seu ambiente. De nada adianta saber que é preciso mudar mas não conseguir mudar. Ou ainda, fazer tudo para mudar e na hora certa não dar o passo decisivo. Sorte é oportunidade e competência, essa afirmação é conhecida, todavia colocaria mais uma palavra. Sorte é oportunidade, competência e coragem. A sorte é você quem faz e se você não procurar por ela provavelmente não vai achar.

Gostaria de destacar quatro grandes professores que o tempo me fez admirar: Genilson, Tonon, Pereira e Alexandre. Obrigado pelas lições e obrigado pela oportunidade.

Um texto bem interessante sobre trabalho eu li hoje, pensei de imediato nos meus amigos da MV. Gostaria de motivá-los e mais ainda que eles fossem bem sucedidos da MV e que tivesse coragem para mudar. Quando falo mudar, não me refiro apenas a sair da empresa, pois muitas vezes essa não é a solução. Mudar de dentro para fora e mais ainda, encontrar a motivação e a felicidade.

Saudades dessa grande empresa, MV Sistemas.

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Reconhecimento x salário: o que pesa mais nesta balança?
http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?path=/suasfinancas/&codigo=468687


Por: Waldeli Azevedo
06/02/07 - 19h00
InfoMoney

SÃO PAULO - A perspectiva de ganhar mais, de conseguir manter as contas em dia e ainda garantir a realização dos sonhos é, inegavelmente, a meta da grande maioria dos "mortais".

Porém, quem vivencia o ambiente corporativo sabe bem que a rotina não é fácil: você acumula tarefas, sofre pressão de todos os lados e, em alguns casos, pode encarar um local de trabalho nem sempre favorável.

Isso tudo sem falar que nem todos os chefes estão preparados para lidar com sua equipe, e a cobrança por resultados pode transformar o ambiente (e a vida dos funcionários) em algo muito desgastante. Neste caso, a pergunta é: apenas um bom salário compensa tudo isso?

Forças aliadas
Embora nem sempre isso seja possível, o melhor seria aliar remuneração com reconhecimento, fazendo com que as duas forças se mantenham em equilíbrio: isso significa ter seu trabalho valorizado pela sua equipe, pelo seu chefe ou pelo seu cliente, tanto no aspecto "moral" quanto "financeiro".

Caso, a princípio, tudo isso pareça utópico demais, principalmente diante de um mercado de trabalho acirrado, saiba que, no dia-a-dia, cedo ou tarde, o descompasso em um destes ingredientes poderá motivá-lo a procurar um novo emprego. Se você não passou por esta situação, com certeza um dia se deparará com ela!

Pense a respeito: até que ponto dá para conviver com algo em que você não acredita, ou não sente afinidade? Considerando que você passa muito mais tempo no escritório do que em qualquer outro lugar, por quanto tempo conseguirá encarar o desafio de trabalhar apenas pelo "bom salário"?

Construa suas metas e valorize sua marca!
Sabendo da importância de reunir os dois elementos, o caminho é conquistá-los no seu dia-a-dia. Valorize o seu trabalho e saiba construir sua própria marca!

A melhor forma de conquistar novos degraus na sua escalada no emprego atual, é mostrar resultados, por meio do seu desempenho. De nada adianta pleitear aumentos, se você não fizer por merecer.

Por outro lado, conquiste o respeito e o reconhecimento em seu ambiente de trabalho. Caso este venha sendo um ponto de desmotivação, experimente listar tudo o que tem feito de positivo para a empresa e, no momento em que se sentir mais preparado, tenha uma conversa franca com o seu chefe, expondo o seu ponto de vista.

De forma clara e objetiva, apresente suas aspirações. Mostre-se pronto para novos desafios e observe muito bem quais as suas reais perspectivas. Boa sorte!