A Sopa
O transito de Luanda não é nada convidativo e como nessa etapa do projeto tenho ficado no escritório, almoçar por perto é a melhor opção. Ficar descobrindo novos lugares de preferência BB – bom e barato – tem sido um desafio.
Em uma rua ao lado da Advance encontramos uma pousada que informava servir almoços. Não sei ao certo quem foi o primeiro corajoso, mas algum dos meninos da fábrica foi lá para verificar se o negócio era bom.
O ambiente é simples e a entrada pequena. Ao cruzar uma porta de madeira se depara com uma escada que leva ao primeiro andar. Lá se encontra, logo após os degraus, uma outra porta de madeiras, daquelas com aspecto antigo. Mesas também de madeira em um ambiente simples mais limpo. Algo que chama a atenção são as janelas com jeito de coisas do passado. O restaurante que na verdade tem por finalidade servir aos hospedes da pensão passa a sensação de algo familiar.
Um garçom sempre sorridente nos atende. Chamamos esse lugar de “A Sopa”, pelo fato de antes da refeição, juntamente com o covert, ser servida uma sopa. A sopa que geralmente é de feijão com macarrão é bem saborosa e para quem está fazendo regime um almoço dos mais interessantes.
São servidos pratos do dia e sobre a mesa sempre tem um papel A4 com o menu semanal. Há sempre três pratos diariamente, sendo dois mais simples e mais um especial. A refeição mais simples é bem em conta Kz 1.100,00 e acompanha a sopa de entrada, o covert de pães com manteiga e a sobremesa que geralmente é um pudim de doce de leite muito bom.
No dia que tirei as fotos, a refeição escolhida por mim foi uma dobradinha. Comer uma dobrada tem jeito de casa e remete minha memória a dias felizes em Recife. Lembro de uma vez que fizemos um pagode lá em casa a base de caldo de dobradinha e caldo de cebola.
Como o atendimento é rápido, o ambiente é climatizado e o garçom gente boa, sempre voltamos. A sopa é um dos melhores locais para se almoçar, de forma simples e boa, próximo ao ministério das relações exteriores.
Acho que hoje vai ser sopa novamente!
