sábado, novembro 11, 2006

11 de Novembro, independência de Angola

Aos 11 de novembro de 1975, o então presidente do MPLA (Movimento Popular pela Libertação de Angola) Antônio Agustinho Neto, tornou-se o primeiro presidente de Angola. A luta de libertação nacional de Angola que tem como seu marco inicial a data de 4 de Fevereiro de 1961, se estendeu pelos 14 anos seguintes. O movimento foi iniciado em conjunto com os outros grupos UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) e o FNLA (Frente Nacional para Libertação de Angola).

A proclamação da independência, assim como no Brasil, é um dia muito importante para a nação. Haverá hoje, na cidade, queima de fogos e uma série de desfiles e comemorações. Acabei de ver pela televisão, em um dos dois canais de televisão Angolanos, apresentações no aeroporto 4 de Fevereiro. Estavam desfilando crianças e grupos culturais. Ao fundo, da imagem, podia-se ver os novos aviões que a TAAG (Linhas Aéreas Angolas) que acabaram de se adquiridos da Boing. Pelo que li nos últimos dias no jornal foram compradas 4 novas aeronaves. Há rumores que uma nova linha para São Paulo, sem escalas, será criada, mas na oficial ainda. A quem interessar o site da TAAG – www.taag.com.br.

Com o feriado, dia da independência, praticamente está tudo fechado. Os supermercados que se tornaram o programa favorito do sábado, vão ter que ficar para amanhã. Espero que no domingo alguns deles abram!

O processo de independência pode ter como marco o dia 11 de novembro de 1975, contudo, após a independência, deu-se início a uma guerra interna pelo poder. O MPLA, a UNITA e o FNLA lutaram até 2002, quando com a morte de Jonas Savimbi, então líder da UNITA, o conflito secou.

Os presidentes que Angola teve até o momento foram: Antônio Agustinho Neto que governou de 11 de novembro de 1975 até 10 de Setembro de 1979. Em seguida assume José Eduardo dos Santos, atual presidente desde o dia 10 de Setembro.

Estava marcado para esse ano as eleições contudo esse é assunto para outro Blog.


------------------------------------------------


Abaixo um texto retirando da Wikipedia bastante esclarecedor sobre os conflitos.

Independência de Angola

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Angola

No princípio dos anos 60, três movimentos de libertação (UPA/FNLA, MPLA e UNITA) desencadearam uma luta armada contra o colonialismo português.

O governo de Portugal (uma ditadura desde 1926), recusou-se a dialogar e prosseguiu na defesa até ao limite do último grande império colonial europeu. Para África foram mobilizados centenas de milhares de soldados. Enquanto durou o conflito armado, Portugal procurou consolidar a sua presença em Angola, promovendo a realização de importantes obras públicas. A produção industrial e agrícola conheceram neste território um desenvolvimento impressionante. A exploração do petróleo de Cabinda iniciou-se em 1968, representando em 1973 cerca de 30% das receitas das exportações desta colónia. Entre 1960 e 1973 a taxa de crescimento do PIB (produto Interno Bruto) de Angola foi de 7% ao ano.

Independência e guerra civil

Na sequência do derrube da ditadura em Portugal (25 de abril de 1974), abriram-se perspectiva imediatas para a independência de Angola. O Governo português abriu negociações com os três principais movimentos de libertação (MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola, FNLA – Frente Nacional de Libertação de Angola e UNITA – União Nacional para a Independência Total de Angola) o período de transição e o processo de implantação de um regime democrático em Angola (Acordos de Alvor, Janeiro de 1975).

A independência de Angola não foi o início da paz, mas o início de uma nova guerra aberta. Muito antes do dia da Independência, a 11 de Novembro de 1975, já os três três grupos nacionalistas que tinham combatido o colonialismo português lutavam entre si pelo controle do país, e em particular da capital, Luanda. Cada um deles era na altura apoiado por potências estrangeiras, dando ao conflito uma dimensão internacional.

A União Soviética e principalmente Cuba apoiavam o MPLA, que controlava a cidade de Luanda e algumas outras regiões da costa, nomeadamente o Lobito e Benguela. Os cubanos não tardaram a desembarcar em Angola (5 de outubro de 1975). A África do Sul apoiava a UNITA e invadiu Angola (9 de Agosto de 1975). O Zaire, que apoiava a FNLA, invadiu também este país, em Julho de 1975. A FNLA contava também com o apoio da China, mercenários portugueses e ingleses mas também com o apoio da África do Sul.

Os EUA que apoiaram inicialmente apenas a FNLA, não tardam a ajudar também a UNITA. Neste caso, o apoio manteve-se até 1993. A sua estratégia foi durante muito tempo dividir Angola.

Em Outubro de 1975, o transporte aéreo de quantidades enormes de armas e soldados cubanos, organizado pelos soviéticos, mudou a situação, favorecendo o MPLA. As tropas sul-africanas e zairenses retiraram-se e o MPLA conseguiu formar um governo socialista unipartidário.

O Brasil rápidamente estabeleceu relações diplomáticas com a nova República que se instalara. Fezz isso antes mesmo de qualquer país do bloco comunista. Nenhum país ocidental ou mesmo africano seguiu seu exemplo. A decisão de reconhecer como legítimo o governo de Agostinho Neto foi tomada por Geisel ainda em 6 de novembro, antes da data oficial de Independência de Angola.

Já em 1976 as Nações Unidas reconheciam o governo do MPLA como o legítimo representante de Angola, o que não foi seguido nem pelos EUA, nem pela África do Sul.

No meio do caos que Angola se havia tornado, cerca de 300 mil portugueses abandonaram este país entre 1974 e 1976, o que agravou de forma dramática a situação económica.

Em Maio de 1977, um grupo do MPLA encabeçado por Nito Alves, desencadeou um golpe de Estado, que foi afogado num banho de sangue. No final deste ano, o MPLA realizou o seu 1º Congresso, onde se proclamou como sendo um partido marxista-leninista, adoptando o nome de MPLA-Partido do Trabalho.

A guerra continuava a alastrar por todo o território. A UNITA e a FNLA juntaram-se então contra o MPLA. A UNITA começou por ser expulsa do seu quartel-general no Huambo, sendo as suas forças dispersas e impelidas para o mato. Mais tarde, porém, o partido reagrupou-se, iniciando uma guerra longa e devastadora contra o governo do MPLA. A UNITA apresentava-se como sendo anti-marxista e pró-ocidental, mas tinha também raízes regionais, principalmente na população Ovimbundu do sul e centro de Angola.

Agostinho Neto, morreu em Moscovo a 10 de setembro de 1979, sucedendo-lhe no cargo o ministro da Planificação, o engenheiro José Eduardo dos Santos.

No início dos anos 80, o número de mortos e refugiados não parou de aumentar. As infra-estruturas do país eram consecutivamente destruídas. Os ataques da África do Sul não páravam. Em Agosto de 1981, lançaram a operação "Smokeshell" utilizando 15.000 soldados, blindados e aviões, avançando mais de 200 km na província do Cunene (sul de Angola). O governo da África do Sul justificou a sua acção afirmando que na região estavam instaladas bases dos guerrilheiros da SWAPO, o movimento de libertação da Namíbia. Na realidade tratava-se de uma acção de apoio à UNITA, tendo em vista a criação de uma "zona libertada" sob a sua administração. Estes conflitos só terminaram em Dezembro de 1988, quando em Nova Iorque foi assinado um acordo tripartido (Angola, África do Sul e Cuba) que estabelecia a Independência da Namíbia e a retirada dos cubanos de Angola.

A partir de 1989, com a queda do bloco da ex-União Soviética, sucederam-se em Angola os acordos de paz entre a Unita e o MPLA, seguidos do recomeço das hostilidades. Em Junho de 1989, em Gbadolite (Zaire), a UNITA e o MPLA estabeleceram uma nova trégua. A paz apenas durou dois meses.

Em fins de Abril de 1990, o governo de Angola anunciou o reinício das conversações directas com a UNITA, com vista ao estabelecimento do cessar fogo. No mês seguinte, a UNITA reconhecia oficialmente José Eduardo dos Santos como o Chefe de Estado angolano. O desmoronar da União Soviética acelerou o processo de democratização. No final do ano, o MPLA anunciava a introdução de reformas democráticas no país. A 11 de Maio de 1991, o governo publicou uma lei que autorizava a criação de novos partidos, pondo fim ao monopartidarismo. A 22 de Maio os últimos cubanos sairam de Angola.

Em 31 de Maio de 1991, com a mediação de Portugal, EUA, União Soviética e da ONU, celebraram-se os acordos de Bicesse (Estoril), terminando com a guerra civil desde 1975, e marcando as eleições para o ano seguinte.

As eleições de Setembro de 1992, deram a vitória ao MPLA (cerca de 50% dos votos). A UNITA (cerca de 40% dos votos) não reconheceu os resultados eleitorais. Quase de imediato sucedeu-se um banho de sangue, reiniciando-se o conflito armado, primeiro em Luanda, maas alastrando-se rapidamente ao restante território.

A UNITA restabeleceu primeiramente a sua capital no Planalto Central com sede no Huambo (antiga Nova Lisboa), no leste e norte diamantífero.

Em 1993, o Conselho de Segurança das Nações Unidas embargou as transferências de armas e petróleo para a UNITA. Tanto o governo como a UNITA acordaram em parar as novas aquisições de armas, mas tudo não passou de palavras.

Em Novembro de 1994, celebrou-se o Protocolo de Lusaka, na Zâmbia entre a UNITA e o Governo de Angola (MPLA). A paz parecia mais do que nunca estar perto de ser alcançada. A UNITA usou o acordo de paz de Lusaka para impedir mais perdas territoriais e para fortalecer as suas forças militares. Em 1996 e 1997 adquiriu grandes quantidades de armamentos e combustível, enquanto ia cumprindo, sem pressa, vários dos compromissos que assumira através do Protocolo de Lusaka.

Entretanto o Ocidente passara a apoiar o governo do MPLA, o que marcou o declínio militar e político da UNITA, com este movimento a ter cada vez mais dificuldades em financiar as suas compras militares, perante o avanço no terreno das FAA, e dado o embargo internacional e diplomático a que se viu votada.

Em Dezembro de 1998, Angola retornou ao estado de guerra aberta, que só parou em 2002, com a morte de Jonas Savimbi (líder da Unita).

Com a morte do líder histórico da UNITA, este movimento iniciou negociações com o Governo de Angola com vista à deposiçãio das armas, deixando de ser um movimento armado, e assumindo-se como mera força politica.


---------------------------------------------------


Outros links da Wikipedia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_de_Angola

http://pt.wikipedia.org/wiki/Angola

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Angola

Arrasta pé em Talatona

Sim, nos temos forro! Ontem a noite, por incrível que pareça, dancei um forrozinho, aqui mesmo no condomínio. O palco, porque dou show – essa minha modéstia é que me mata, foi um pequeno bar que tem dentro do condomínio. O Paradise, nome do local, reúne toda sexta-feira a turma mais anima para jogar conversa fora e tomar uma cerveja.

Ontem, apesar do cansaço, havia marcado com Andreza, uma amiga que trabalhou comigo na MV e também está aqui. Cheguei em casa do trabalho e fui descansar um pouco. Quando levantei e vi a hora, tomei um susto, e acabei descendo bem tarde. Mas não tem nada não, a atracão principal chega por último. (É melhor eu para de besteira senão ninguém vai ler até o fim).

Infelizmente Andreza não foi, mas as outras meninas do trabalho estavam lá. Comecei dançando com a Cris, uma grande amiga do meu Kamba Sérgio mas que aos poucos se torna minha amiga também. Cris foi uma ótima parceira, contudo ou dançava ou conversava com ela (Cris estou só te arretando visse?), brincadeiras a parte adorei. Em seguida chamei Carol – a baiana ou galega como gosto de chamar. Carol tem o maior jeito, foi uma ótima parceira.

A essa altura eu já estava cansado novamente e como tomei algumas cervejas, voltei para casa. Até sexta-feira que vem.

Deza, tá de rosca esse nosso encontro viu? Um mês aqui e nos ainda não nos vimos. Bom espero que hoje eu te veja, estou doido para ver um rosto conhecido.

Quem quiser saber sobre talatona entre no blog. www.orkut.com/Community.aspx?cmm=23201216

sexta-feira, novembro 10, 2006

Um mês de Angola


A exatamente um mês eu estava a desembarcar no aeroporto 4 de Fevereiro. Nesse tempo que estou morando aqui puder descobrir muitas coisas boas, principalmente em mim mesmo.

Fora a viagem e o desafio do trabalho, devo considerar que, sai de casa após 27 anos morando com meus pais. Sinceramente, da forma como minhas ideias andam, não devo voltar para morar em Recife. Com isso não volto a morar em casa, apenas de visita.

Lidar com os dias sozinhos, desbravar os espaços, marcar território, decidir, escolher, acertar – tenho que acertar. Tornar o desconhecido meu amigo e parte da minha vida. Me acostumar com ele, gostar dele, faze-lo jogar ao meu favor.

Do meu trabalho, tenho que me orgulhar, tem que dar muito certo. Não espero menos de mim do que o sucesso. Pretendo no futuro ver esse tempo em Angola como uma fase importante de trabalho, crescimento e principalmente de resultado. Contar a família, meus filhos e amigos o quão importante foi meu tempo aqui, principalmente para mim. Como sou um homem de sorte.

Aprimorar a minha capacidade de convivência, meu jogo de cintura, adaptação, de me acostumar a cultura, seja ela qual for. Ser reconhecido e ver nas pessoas certas a resposta que fui uma boa aposta.

Ao final desse primeiro mês, meus sonhos começam a ganhar formas reais e já sei para que caminho apontar. Como diria Almir Sater, que um dia meu pai me fez ouvir, “cada um de nós compõe a própria história, e cada ser em si tem o dom de ser capaz, de ser feliz”.

Saudades da família, dos amigos, da minha terra, tenho muita, mas, não consigo descrever como o meu trabalho tem me motivado e o quanto estou feliz de estar aqui. Que as dificuldades me deixem mais forte e agregar, crescer e evoluir sejam sempre meu objetivo. Para concretiza-la, as metas, metas essa que estou a trilhar, aqui, nada menos que toda a minha paixão e desejo.

A certeza de fazer melhor, sempre, e ser feliz.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Procura a bicha para tomar pica no rabo !

Com certeza uma das coisas mais engraçadas aqui em Angola é que, apesar de os dois povos terem o português como língua oficial, os costumes locais e os dialectos das tribos, dão todo um tempero no vocabulário. O título do post de hoje é justamente o trocadilho que os Brasileiros adoram fazer aos novatos. Antes que alguém diga que virei “paneleiro”, vamos a explicação do que significa.

  • Bicha = Fila, fileira de pessoas que se colocam umas atrás das outras, pela ordem cronológica de chegada
  • Pica = Seringa, injeção
  • Rabo = É isso mesmo o que você entendeu e pronto. Popular bunda.

O engraçado é que a quase um mês em Luanda ainda não aprendi nenhum palavrão. Mas os sabores e as gírias locais já fazem parte do cotidiano e cada vez mais os utilizamos. Veja o caso do meu amigo, Sérgio, que divide o apartamento comigo. Nos chamamos de Kamba, que quer dizer amigo. Existem até alguma variações para amigo. Tipo, na primeira semana aqui, um outro Brasileiro virou para mim e me disse: você é meu puto. Eu prontamente respondi: mais nê lasca mesmo, sai de Recife para ser chamado de puto na África. Na mesma hora fui informado que Puto é como se chamam as pessoas novas, ou novatos ou crianças, mas aplicado a crianças. Já Cota é outra variação para amigo, contudo dessa vez é com respeito, uma pessoa mais velha ou mais experiente. Cota é como se fosse o mestre, o cacique, o manda-chuva, assim se você quiser tirar uma onda com um amigo dizendo que ele manda no pedaço, chama ele de Cota. Para fechar as classificações de pessoas, tem o Soba. Soba é o ancião, o cara mais velho, não tem moral nenhuma, diferente do Cota.

Encontrei um dia desses um site que havia um dicionário para o português originado a partir do principal idioma local, o Kimbundo. A página é bastante interessante e vai como dica para conhecer um pouco mais do país. Abaixo o dicionário.

Um forte abraço e cuidado com as picas, principalmente quando tiver que pegar uma bicha.

-------------------------------------

www.multiculturas.com/angolanos/contactos.htm

Vocabulário de kimbundu no português de Luanda

Organizado, na sua grande maioria, com base no Dicionário de Kimbundu–Português de António de Assis Júnior, no Dicionário Complementar de Português–Kimbundu–Kikongo do Padre António da Silva Maia e no Dicionário de Regionalismos Angolanos de Óscar Ribas.

-Arimo – (Do Kimbundu ku rima ou ku dima, cultivar) – Lavra, pequena plantação agrícola. Termo em desuso a partir do início do século XX.

-Avilo – Amigo (gíria luandense).

-Axiluanda – V. Muxiluanda.

-Bantu – Plural de muntu; designação dos povos africanos entre si, significando seres humanos; aplicável também às línguas africanas, cuja flexão se faz por prefixação.

-Banzo – (Do kimbundu ku banza, pensar, raciocinar) – Admirado, aparvalhado, pensativo.

-Bazar – (Do kimbundu ku baza, romper) – Fugir, sair subitamente.

-Bufunfa – Medo (calão luandense).

-Bungula – Dança efectuada pelos feiticeiros quando pretendem atingir alguém com um malefício; ritmo inspirado nesta dança com muita voga em Luanda nos anos 70 e 80 (t. kimbundu).

-Calema – (Kimbundu, Kalemba) – Procela, tempestade no mar.

-Calundú – (Aportuguesamento de Kilundu, plural Ilundu) – Espírito de antepassado.

-Camalongo – Tributo de honra prestado pelo noivo à família da noiva. Correspondente ao kimbundu alembamento (t. kikongo).

-Camba – (Kimbundu, Dikamba) – Amigo.

-Cambuta – (Kimbundu, Kambuta) – Homem baixo.

-Candongueiro – (Do kimbundu Candonga, negócio ilegal) – Termo aplicado modernamente aos táxis colectivos urbanos que, de início, eram ilegais.

-Caporroto – Aguardente de milho.

-Cassule – (Do Kimbundu ku suluka, ficar livre) – O filho mais novo.

-Cassuneira – (Do kimbundu ku suna, ter carranca) – Espécie de cacto que chega a atingir quatro metros de altura.

-Cazumbi – Alma do outro mundo, duende (t. kimbundu).

-Curibotice – (Do Kimbundu ku dibota, palrar, dizer mal) – Maledicência.

-Dibata – Ver Kubata.

-Dicanga – Terreiro de dissaquela (t. kimbundu).

-Dicosso-dos-calundús – Água lustral destinada ao ritual de evocação dos espíritos (Tradução do Kimbundu, Dicosso dia Ilundu).

-Dikamba – Amigo, companheiro (t. kimbundu).

-Dilombe – Pequeno santuário ou altar de oração do quimbanda (t. kimbundu).

-Diongo – Arpão bifurcado para fisgar peixes (t. kimbundu).

-Dissaquela – (Do kimbundu ku sakela, adivinhar) – Ritual de evocação dos espíritos.

-Dongo – (Kimbundu, Ndongu) – Canoa de madeira de mafumeira.

-Dunda – (Kimbundu, Ndunda) – Penhor prestado aos espíritos pelo seu chamamento.

-Eme – Designação, em gíria, do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola).

-FAA – Forças Armadas Angolanas. Designação das PAPLA a partir de 1992.

-FAPLA – Forças Armadas Populares de Libertação de Angola.

-Fenela – Designação, em gíria, da FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola).

-Funji – Massa cozida de farinha, denominada fuba, geralmente de milho, massambala, massango mandioca ou batata doce (t. kimbundu).

-Gasosa – Gorgeta (gíria).

-Ilamba – Ver Kilamba.

-Ilêmbu – Dote ou tributo de honra prestado pelo noivo à família da noiva; veio a ser aportuguesado para alembamento (t. kimbundu).

-Imbanda – Ver Kimbanda.

-Jimbamba – (Kimbundu, plural de mbamba) – Pequeno búzio.

-Jindandu – (Kimbundu, plural de ndandu, parente) – Família, parentes.

-Jindombe – Gémeo (t. kimbundu).

-Jingola – Ver Ngola.

-Jingolôlo – Gritos tumultuosos, clamores, berraria (t. kimbundu).

-Jinguindo – (Kimbundu, plural de ngindu, trança, do verbo ku inda, entrançar) – Trança.

-Jinguingi – Bagre (t. kimbundu).

-Jisoba – V. Soba.

-Jota – Abreviatura para designar a Juventude do MPLA (JMPLA).

-Kabetula – (Do kimbundu, ku betula, levantar; alusão ao levantamento das nádegas) – Antiga dança carnavalesca dos musseques de Luanda, nos anos 50.

-Kabasa – O mais novo de dois gémeos; é também sinónimo de contemporâneo ou de mundo dos vivos; também aplicável à cidade fortificada do Ngola, na zona onde o rei convive com os vivos (t. kimbundu).

-Kakulu – O mais velho de dois gémeos; é também sinónimo de antepassado ou de mundo dos mortos; também aplicável à zona da cidade fortificada do Ngola onde o rei guarda os objectos sagrados e as relíquias dos antepassados (t. kimbundu).

-Kakusu – Tilapia, peixe de rio (t. kimbundu).

-Kalemba – Agitação violenta do mar; por corruptela portuguesa, foi-se transformando com o tempo em calema (t. kimbundu).

-Kalundu – Aportuguesamento de kilundu, espírito de antepassado; também se usa para designar a cerimónia do chamamento desses espíritos ou o culto das yanda (t. kimbundu).

-Kalunga – Mar, abismo; termo também utilizado no sentido de morte, firmamento ou mundo dos mortos (t. kimbundu).

-Kalungangombe – Ente espiritual que acolhe as almas dos mortos no outro mundo (t. kimbundu).

-Katutu – Mês do calendário kikongo e kimbundu correspondendo aproximadamente a Julho, época do ano compreendida no kixibu e onde se queimam os morros; antecede o mês da Kisepa, das queimadas dos terrenos agrícolas (v. Kixibu).

-Kiangala – Pequena estação seca correspondendo ao mês de Janeiro (t. kimbundu).

-Kianda – (plural, Ianda) – Espírito das águas (t. kimbundu).

-Kibaka – Pequeno cepo usado como banco; espécie de mocho rudimentar (t. kimbundu).

-Kibinda (Plur. Ibinda) – Caçador profissional, um estatuto iniciático entre os Mbundu, dispondo de poderes sobrenaturais para lidar com animais selvagens de grande porte (t. kimbundu).

-Kiela – Espécie de gamão africano jogado com pedras na areia (t. kimbundu).

-Kijibanganga – Assassino, destruidor (do kimbundu ku jiba, matar).

-Kijiku (gentes de) – Serviçais dos de mudinda originários de outros clãs, em geral prisioneiros de guerra ou seus descendentes; literalmente, gentes de fogo, por alusão ao acto do serviçal acender o fogo da lareira da casa daqueles a quem serve; também chamados gentes de quintal ou gentes de fora (t. kimbundu).

-Kijila – Interditos; em Portugal, por influência dos escravos africanos, esta palavra entrou no léxico português sob a forma de quezília, cujo significado foi evoluindo com o decorrer dos séculos (t. kimbundu).

-Kijinga – Espécie de gorro usado como coroa pelos jingola ou como distintivo de linhagem pelos altos dignitários Mbundu (t. kimbundu).

-Kilamba – Intérprete ou “condutor” das sereias (ianda); com a instituição da chamada “Guerra Preta” e de outras formações militares coloniais constituídas por africanos, adquiriu também o significado de capitão ou condutor de homens (t. kimbundu).

-Kilembu – Palavra que viria a ser aportuguesada para alembamento; o mesmo que dote (t. kimbundu).

-Kilombo – Acampamento fortificado, entre os Mbangala.

-Kimbanda (plur. Imbanda) – Especialista de magia Mbundu e Imbangala, havendo vários tipos consoante o espírito que tratavam e os meios que utilizavam (t. kimbundu).

-Kimbiji – Peixe grande (t. kimbundu derivado da junção do aumentativo ki com o substantivo mbiji).

-Kimenga – Preparado à base de qualquer animal doméstico que as raparigas kikongo têm de comer durante os ritos de puberdade.

-Kinhoka – Cobra comprida (t. kimbundu que está na origem da palavra minhoca).

-Kinzári – Monstro imaginário com corpo de fera e pernas humanas (t. kimbundu).

-Kipa – Magia que concede o poder da metamorfose, geralmente em animais ou árvores, ou da transmissão de remédios ou preventivos (t. kimbundu).

-Kisoko – Costume bantu que consiste no acordo íntimo entre duas famílias transmissível aos descendentes (t. kimbundu).

-Kixibu – Grande estação seca, nebulosa e ventosa que corresponde aos meses compreendidos entre Maio e Setembro; veio a ser aportuguesada para cacimbo; dela fazem parte os seis meses de Kasambéua, Kanake, Kávuá, Kakui, Katutu e Kisepa.

-Kixima – Cachimbo, chaminé; escavação aberta numa superfície formando um buraco, que originou o verbo cachimbar e também a palavra cacimba no sentido de poço ou cisterna (t. kimbundu).

-Kizaka – Esparregado de folhas de mandioqueira (t. kimbundu).

-Kofu – Cesto estreito e comprido usado outrora pelas mulheres da Ilha de Luanda na pesca do nzimbu; também usado como medida de capacidade.

-Kota – (Kimbundu, Dikota) – Mais velho.

-Ku Luanda – Segundo determinados autores, significa para ocidente (t. kimbundu).

-Kubata (plur. Dibata) – Casa (t. kimbundu).

-Kudúro – Ritmo muito em voga em Luanda na segunda metade dos anos 90, próximo do “Braek” e do “Rap”.

-Kuku ia diala – Avô (t. kimbundu).

-Kula – O mesmo que, em kimbundu, Tacula (t. kikongo).

-Kulembe – Estado lendário muito antigo do planalto de Benguela.

-Kumbú – (Do kimbundu Ukumbu, vaidade) – Dinheiro.

-Kusamanu – Período das grandes chuvas entre Fevereiro e Abril (t. kimbundu).

-Kutanu – Meses de Novembro e Dezembro, compreendidos na estação quente das chuvas (t. kimbundu).

-Lemba dya Ngundu – Tio da linhagem matrilinear, entre os Mbundu (t. kimbundu).

-Luanda-Dois – Expressão de gíria, popularizada depois do projecto urbanístico Luanda-2, para designar a companheira de uma relação extraconjugal.

-Lumbu – Termo kikongo usado para designar o conjunto dos descendentes de alguém pela via patrilinear.

-Lunga – Pedaço de madeira símbolo de autoridade Mbundu muito antigo, associado em particular aos bapende; acreditava-se que viera do mar e tinha estreita ligação com a água de lagoas e rios.

-Maiombola – Sortilégio para aproveitamento da alma de um vivo, levado a cabo, ou por iniciativa de espíritos mortos, ou por acção de feiticeiros; a palavra também é usada para designar a própria alma da vítima (t. kimbundu).

-Maka – Questão, conflito (t. kimbundu).

-Malunga (Santo de) – (Kimbundu, plural de dilunga) – Espíritos de indivíduos de raça branca e raça negra que se revelam por simpatia e isoladamente, em lugar apropriado.

-Mambo – Doutrina, preceito (t. kimbundu). Modernamente usado no sentido de assunto, estória.

-Mangonha – Preguiça (t. kimbundu).

-Marufo (ou maruvo ou maluvo) – Vinho do sumo de caju ou de seiva de matebeira, palmeira, palmito ou bordão (t. kimbundu).

-Massambala – Milho de sorgo ou milho miúdo, que serve para fazer fuba mas também para alimentar as galinhas.

-Matacos – (Kimbundu, plural de Ditaku) – Nádegas, ânus.

-Matebeira – Árvore da família da palmeira cujas folhas são utilizadas para o fabrico de vassouras, abanos, sacos e e cordas e de cuja seiva, depois de fermentada, se extrai o maluvo (t. kimbundu).

-Matubas – (Kimbundu, plural de Dituba) – Testículos.

-Mavunga – Ver vunga.

-Mazanga – Designativo da Ilha de Luanda ou Ilha das Cabras; tanto pode querer dizer ilha como baía ou mesmo cântaro de barro, pois deriva do verbo kimbundu ku sangana, que significa convergir; pode igualmente, com a grafia masanga, designar lagoas (plural de disanga, lagoa).

-Mbambi – Cabra pequena, de pele muito usada na confecção de tambores ou na arte da adivinhação (t. kimbundu).

-Mbiji – Peixe (t. kimbundu).

-Mbondo – Adansonia digitata. Árvore africana gigantesca conhecida também pelo nome de baobá ou baobabe e, nos países lusófonos, por embondeiro ou imbondeiro, aportuguesamento do termo kimbundu.

-Menha a ndungu – (Kimbundu, literalmente água ajindungada) – Ensopado ajindungado de peixe seco assado.

-Milongo – Remédio (t. kimbundu).

-Minzangala – (Kimbundu, plural de Munzangala, rapaz) – Juventude.

-Miondona – Espírito que, de par com a alma, coexiste num indivíduo e se transmite pela via paterna (t. kimbundu).

-Monacaxito – BM-21, engenho bélico de fabrico soviético introduzido em Angola pelos cubanos.

-Monandengue – Criança (t. kimbundu).

-Muadiê – (Do kimbundu Muadiakimi, mais velho) – Termo usado na gíria luandense no sentido de indivíduo, fulano, tipo, gajo.

-Mucasso – Risca de pós especiais feita no corpo para protecção do mal (Do verbo kimbundu ku kasumuna, desimpedir).

-Mudinda (gentes de) – Homens livres, na maior parte proprietários de terras, que viviam fora do perímetro da "cidadela real" ou mbanza do ngola (t. kimbundu).

-Mukulu – Antepassado (t. kimbundu).

-Mulamba – Cozinheiro (t. kimbundu).

-Mulemba – Figueira africana. Árvore frondosa (t. kimbundu).

-Mulôji – Feiticeiro, condutor das forças ocultas maléficas (t. kimbundu).

-Mundele – (Plural, Mindele) – Homem branco. Há várias explicações para a origem da expressão, mas inclinamo-nos para a tradição que relaciona os europeus com os espíritos dos antepassados (ndele, plural jindele), de cor branca (t. kimbundu).

-Musonge – Acácias (t. kimbundu).

-Muxacato – (Do kimbundu ku xakata, friccionar, arrastar) – Instrumento de adivinhação material do quimbanda consistindo num pedaço de madeira friccionado por uma vara. Actualmente, em linguagem urbana, a expressão é, por vezes, usada enquanto sinónimo de umbanda em geral.

-Muxiluanda – (plur. Axiluanda) Natural da Ilha de Luanda.

-Muxito – Bosque, mata; conjunto de árvores, geralmente ao pé de um rio ou de uma lagoa (t. kimbundu).

-Muzonguê – Caldo de peixe (t. kimbundu).

-Ndandu – Parente. Também usado no sentido de família (t. kimbundu).

-Ngaeta – Harmónica (aquimbunduamento do português gaita).

-Ngangula – Ferreiro (t. kikongo, também usado em kimbundu).

-Ngola (plur. jingola) – Pedaço de ferro que a maioria das linhagens Mbundu detinha como importante insígnia de autoridade, a qual substituíu o lunga, estando associada ao povo Samba; termo vulgarmente aplicável para designar o seu detentor, ou seja, o Rei (t. kimbundu).

-Ngola-Mbole – Grande chefe dos exércitos, imediatamente abaixo do Ngola (Rei) (t. kimbundu).

-Nzambi – Deus (t. kimbundu comum à generalidade das línguas bantu).

-Nzimbu – Pequeno búzio em tempos pescado pelas mulheres da Ilha de Luanda, que servia de moeda de troca ao Rei do Kongo.

-Pancar – (Do Kimbundu ku pangala) – Embater, chocar.

-Paracuca – Doce de jinguba em torrões (palavra originada no facto de este doce seco ser comido no acompanhamento da cerveja, sobretudo da marca Cuca).

-Pemba – Argila branca usada em umbanda para afastar os malefícios e atrair os espíritos benéficos (t. kimbundu).

-Pula – Pessoa de raça branca.

-Quarto do kuosa – Quarto de reclusão.

-Quifumbe – (Do kimbundu ku fumba, danificar) – Bandido, salteador.

-Quilumba – (Kimbundu, Kilumba) – Rapariga, moça.

-Quilunzar – (Do Kimbundu Kilunza, arma de fogo) – Dar um tiro, balear.

-Quimbanda – (Kimbundu, Kimbanda) – Sacerdote mbundu dos espíritos dos antepassados, que se encontram na terra.

-Quínguila – (Ou kingila, a que espera, do kimbundu ku kinga, esperar) – Mulher que procede, na rua, ao câmbio mais barato do dólar pelo kwanza.

-Roque Santeiro – Grande mercado paralelo situado na zona norte de Luanda, onde se vende toda a espécie de mercadorias. Actualmente é o principal abastecedor da cidade.

-Sanga – Cântaro de barro (t. kimbundu).

-Sembar (Do kimbundu ku semba, requebar-se e dar umbigadas) – Dançar.

-Soba – (Plur. Jisoba) Chefe local (t. kimbundu).

-Sualala – Formiga térmite; o aportuguesamento deste termo kimbundu deu origem ao vocábulo salalé, hoje usual.

-Sunguilamento – Ver Sunguilar.

-Sunguilar – Passar a noite a conversar, geralmente a contar histórias ou adivinhas (t. kimbundu).

-Tacula (ou takula) – Árvore de cuja casca se extrai uma tinta vermelha usada nos rituais da puberdade femininos e em cosmética; a palavra tacula designa também a própria tinta (t. kimbundu).

-Trapalhões (Mercado dos) – Mercado paralelo da Ilha de Luanda especializado no serviço de refeições.

-Trespassar – Termo usado em Luanda após a Independência para designar, não apenas a venda de estabelecimento comercial, mas também a ocupação de casa devoluta.

-Uanda – Termo usado tanto no kikongo como no kimbundu e que designa rede, quer de pesca, quer carga de pessoas ou bagagens.

-Uanga – Feitiçaria, malefício (t. kimbundu).

-Ucussu – Ocre vermelho usado em umbanda para atrair a graça dos espíritos (t. kimbundu).

-Ulungu – Embarcação de madeira similar ao ndongo, mas mais pequena (t. kimbundu).

-Umbanda – (Do kimbundu ku banda, desvendar) – Ciência do quimbanda, podendo consistir na arte de curar ou adivinhar, sempre mediante o chamamento dos espíritos dos antepassados.

-Vunga (plur. mavunga) – Título de nomeação, introduzido entre os Mbundu através do Libolo, distinto das posições hereditárias e perpétuas.

-Xaxatar – (Do kimbundu ku xaxata) – Tocar, apalpar.

-Ximbicar – Remar à vara, geralmente de bordão, espetando-a no fundo da água do mar, rio ou lagoa (t. kimbundu).

-Xingar – (Do kimbundu ku xinga) – Injuriar, praguejar.

-Xinguilar – (Do kimbundu ku xinguila) – Entrar em transe. Tem origem na cerimónia da dissaquela, significando o momento de receber a incorporação dos espíritos.

-Zungueiro – (Do kimbundu ku zunga, circular) – Vendedor ambulante.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Lei de acesso a Internet, o assunto do dia

Hoje esperava ver a reportagem sobre os profissionais de Angola que enviei para JC. Infelizmente esta não foi publicada e ficamos na expectativa da próxima semana.

A minha ansiedade há de compreender que o assunto do dia, em tecnologia, tem muito mais relevância e é muito mais importante. A lei de controle de acesso a Internet, que está para ser votada, esta mobilizando a atenção de todo país.

Realizar uma reflexão se faz pertinente e necessário. Somente uma ingenuidade muito grande pensar que pode-se controlar todos os acessos a Internet de um país. Pensem no caso das lan-houses, ou ainda locais públicos como bibliotecas, academias, livrarias, etc.., impossível de saber quem está acessando oque em determinado momento. Mais ainda, em casa, no trabalho, a psicose por não deixar o computador com a sua senha. Outro problema, se hoje não se consegue evitar os hackers que roubam senhas e alteram páginas web como as da NASA e CIA, como um governo sozinho quer controlar todo tipo de acesso de uma nação. Acessar páginas utilizando servidores de outro país também é possível. Colocar os provedores para solicitar cadastro com cópias dos documentos iria dificultar o acesso a Internet, principalmente das pessoas menos familiarizadas com a grande rede.

Concordo que não pode-se deixar impunes as pessoas que realizam pedofilia ou outros crimes digitais. Contudo se nem os problemas dos crimes presenciais se consegue resolver a contento, com nossa polícia e ministério público corruptos, como abrir frente a mais essa batalha.

Em outros países não há histórico de nada parecido. Uso das palavras do Paulo Moreira Leite no seu blog - blog.estadao.com.br/blog/index.php?blog=22, post: Lições de uma trapalhada com a Internet - para entender como esse assunto avançou tanto: “Os senadores estavam prontos para debater e votar um projeto ingênuo e disparatado, que ninguém conhecida direito nem era capaz de justificar com argumentos razoáveis. Prova de que o obscurantismo não escolhe terreno para se manifestar -- e pode envolver até um dos mais ricos inventos da humanidade como a rede mundial de computadores.”.

Acredito que no fim essa lei serviria apenas para favorecer pessoas influentes como no caso do Palocci com o porteiro – lembram da queda de sigilo bancário.

Caros senadores e parlamentares, se concentrem primeiro e resolver os problemas internos como polícia e corrupção. A liderança é realizada através do exemplo. Dividir o problema em partes, primeiro a polícia, depois os bandidos.

Espero que esse tempo fora torne o meu país melhor! Lula, não votei em você, mas por favor, faça com que eu me arrependa disso.

Abaixo a reportagem publicada no estadão sobre o assunto.

--------------------------------------------------

Votação da lei que dificulta acesso à internet é adiada

http://www.estadao.com.br/tecnologia/internet/noticias/2006/nov/07/329.htm

O senador Antonio Carlos Magalhães disse que seria "melhor retirar de pauta (o projeto) que pedir vistas". O relator do projeto, senador Eduardo Azeredo, aceitou

Gerusa Marques e Renato Cruz

Veja também

¤ Lições de uma trapalhada com a Internet

¤ Azeredo diz que projeto não é para identificar usuário

¤ Prestadores de serviço também atacam identificação na Web

¤ Secretário endossa crítica a projeto de controle da Web

¤ Ministério da Comunicações quer debater controle da Web

¤ Senado vota na quarta projeto de controle no acesso à Web

BRASÍLIA - A votação do projeto de lei, que está em tramitação no Senado e poderá dificultar o acesso à internet no Brasil, que estava marcada para esta quarta-feira, dia 8, foi adiada. Ainda não há definição de uma nova data. A decisão veio depois que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Antonio Carlos Magalhães(PFL-BA), fez a proposta. "É melhor retirar de pauta que pedir vistas", afirmou o senador em aparte ao discurso que o relator do projeto, senador Eduardo Azeredo, fez em defesa de seu relatório.

Azeredo e a senadora Patrícia Sabóia concordaram com a retirada da proposta da pauta de votações da CCJ. ACM argumentou que, tendo em vista o número de senadores que já manifestaram intenção de pedir vistas, seria melhor retirá-lo de pauta e colocá-lo em votação em outro dia. Azeredo respondeu: "Da minha parte não tem pressa". A senadora Patrícia Sabóia propôs a realização de uma audiência pública para discutir o projeto.

De acordo com o projeto de lei, o internauta deverá se identificar a cada operação que exija interatividade. Existe, de saída, uma dificuldade simples: como saber se o internauta consulta alguma informação ou se está engajado em alguma atividade "interativa", como correio eletrônico, bate-papo ou download de música e vídeo. A princípio, toda a internet é interativa. Quando alguém consulta uma página, na verdade faz download de textos, fotos e até música e vídeo. O projeto quer colocar o controle do usuário sob responsabilidade do provedor de acesso, que poderia ser punido com dois a quatro anos de reclusão.

Empecilhos do projeto

O grande problema de se legislar sobre a internet é que a rede é mundial. Nada impede que criminosos brasileiros usem provedores de outros países para praticarem seus delitos aqui. No fim, uma medida como a prevista pelo projeto afetaria principalmente cidadãos comuns.

O internauta precisaria enviar seu nome, endereço, telefone, número da identidade e do CPF ao provedor, que funcionaria como fiscal. Tecnicamente, não haveria empecilho para alguém atender usuários brasileiros a partir de outros lugares. Se transformado em lei, o projeto faria com que os provedores precisassem pedir cópias dos documentos dos usuários, o que dificultaria o acesso à rede em locais públicos e no trabalho.

Existem alternativas ao registro do usuário. Cada computador que acessa a internet tem um endereço de protocolo de internet (IP, na sigla em inglês). O provedor consegue informar o acesso dos usuários a partir desse número. O controle de segurança poderia ser feito a partir dessa informação, que seria revelada com ordem judicial.

Veja as exigências do projeto

- Cadastro: Todo usuário deverá se cadastrar, e caberá ao provedor verificar se as informações são verdadeiras. O internauta precisará fornecer nome completo, data de nascimento, número de identidade e endereço completo.

- Registros: Os provedores precisarão manter os registros das conexões, com identificação do usuário, endereço eletrônico, data, hora de início e de término da conexão, por três anos.

- Informação: O provedor precisará informar ao usuário, quando pedir sua identificação, que a conexão obedece às leis brasileiras e que qualquer comunicação será de sua responsabilidade. O responsável pelo provedor poderá ser condenado a uma pena de dois a quatro anos de prisão, se não identificar o usuário.

terça-feira, novembro 07, 2006

Que Amélia que nada, Angolana é que é mulher de verdade

Angolano é um povo engraçado, mas vai ter muito Brasileiro com vontade vir para Angola. Aqui a divisão de responsabilidades é bem determinada e tanto o homem como a mulher sabem bem o que devem fazer. Cabe ao homem os grandes problemas como, pensar no governo, refletir sobre a economia, etc... As mulheres cabem as tarefas mais fáceis como, lavar, passar, cozinhar, carregar coisas na cabeça e assim por diante. O legal aqui é que ninguém reclama.

Vou usar como exemplo a gíria que aqui utilizam para homosexual, bicha, baitola, goba, viado, etc.., o nome da palavra é “paneleiro”. Paneleiro vem do fato que somente as mulheres cozinham, logo, homem que vai para a cozinha é gay. Vou abrir um espaço para comentário, nada haver isso de “paneleiro” até porque eu adoro cozinhar. Só me faltava essa, atravessar um oceano para se chamado de viado. Bom, como se pode ver, o negócio aqui é na base da porrada.

Todos os dias, enquanto andamos pela cidade, vemos sempre uma cena curiosa. As mulheres carregam quase tudo na cabeça, roupas para lavar, comida para o maridão e água. Como falta água encanada nas casas, é preciso ir buscar longe, caminhar até uma fonte ou torneira na rua. As mulheres levam uns baldes imensos cheio de água equilibrados na cabeça apenas com um paninho. Mulher aqui é assim, tem que mostrar para que veio. Acho que é por isso que as Africanas são tão, digamos, encorpadas (forte, malhadas, mulherão). Tem umas mulheres aqui que se ela olhar atravessado para mim eu peço desculpas na mesma hora.

Eita nós, acho que vim para o lugar certo, tirando o fato que é difícil arranjar uma namorada aqui e que o casamento é um “mico”, o resto está tudo certo. Mulher que é mulher, em Angola, tem que ajeitar o maridão senão é melhor devolver para o sogro.

Meninas, antes de me agredirem, o post de hoje teve como finalidade brincar com o que, para mim, é um absurdo. Admito que as mulheres em quase todas as tarefas são melhores que os homem. Odeio todo tipo de preconceito e acho essa postura uma falta de cultura, mas cada um é cada um, e odiar quem tem preconceito é uma forma de preconceito. Ah, mulheres são melhor em quase tudo, no dia que aprenderem a dizer o que querem, dirigir e serem mais objetivas vai ser uma festa. Opa desse jeito vão virar homens, é melhor deixar do jeito que está.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Em Angola não tem ralo!

Quem disse que não há água em Luanda? Esse final de semana tive uma piscina particular em casa.

Imaginem a cena: Estava eu, sábado a tarde, por volta das 18:00 h, com o reabastecimento estabelecido por volta das 17:00 h, no computador, após a tarde inteira de falta de água. Sérgio ou eu, vai encontrar o culpado nessas horas, deixamos uma torneira aberta. No auge da minha empolgação, estava jogando Batlefield 1942, o meu pé fica um pouco molhado. O nosso ar-condicionado da sala está com alguns problemas e acreditei que este estava a produzir água. Sem nem olhar para o aparelho, peguei o controle, que estava ao meu lado, e o desliguei. Voltei ao jogo claro, afinal estava em uma batalha que ocorria no oceano, em uma ilha, bem sugestivo eh? Bom, com mais cinco minutos, o meu pé estava mais molhado ainda. Decidi me levantar para investigar.

A muito contra gosto parei o jogo e me virei. A cena que presenciei, sinceramente me assustou, mas não mais do que a que eu estava para ver. A sala inteira estava sob um centímetro de água. Estranhei e comecei a andar. Nesse momento escutei uma torneira, parecia vir do banheiro. Tentei abrir a porta do banheiro, mas ela simplesmente não abriu. Vale colocar aqui que a nossa porta não esta muito legal, ao fechar, ela arrasta um pouco no chão. Forcei um pouco mais a entrada, nada. Forcei ainda mais, foi então que a porta cedeu.

Abrindo a porta, o resultado parecia o de um filme. No banheiro havia, sem exagero, 30 cm de água. O balde do banheiro boiava igual a um barquinho. Os peixes, nesse mar, eram duas meias e uma cueca que lá se encontravam a relaxar. A água saiu como uma onda com a abertura da porta. A casa inteira terminou de inundar, desde a cozinha, os dois quartos, a sala toda, varanda, simplesmente tudo.

Agora vem a melhor parte, não tem ralo na casa. Isso mesmo não tem ralo. As únicas formas de escoar a água são ou pelas pias ou pela banheira. Nessa altura a água que já estava saindo pela porta da sala, começou realmente a escoar pelo corredor. Liguei para o meu Kamba Sérgio e contei a ele o ocorrido. Enquanto eu esperava pelo Sérgio, procurava desesperado por um ralo.

Chegaram Sérgio, Carol, Cris e outra menina que conheci no dilúvio. As meninas foram fantásticas, disseram que isso já havia ocorrido com outras pessoas e que é até relativamente normal. Como solução, colocar a água corredor a baixo.

Começamos a limpeza e enquanto colocávamos a água para fora, os vizinhos, foram abrindo as portas, pois entrava água em seus apartamentos. Após 50 mim, conseguimos limpar toda a casa, mas pense em um trabalho que deu. Graças as meninas, pois por mim estava molhado até agora, passamos pano na casa e esta ficou incrivelmente limpa. Por esse lado foi bem legal.

Resultado do desastre de mais de 1 hora de torneira aberta: A casa limpinha, as escadas limpinhas, a casa dos vizinhos limpinhas, o elevador limpinho e poças d’água por todo lado. Belo programa de sábado a noite eh? Ficamos famosos no condomínio, todos agora nos conhecem.

A partir de hoje fica instituída a festa, primeiro sábado de novembro, a Lavagem das Escadarias do Talatona. Posted by Picasa

sábado, novembro 04, 2006

A vida vista como um projeto – Reflexões

Nos últimos 5 anos tenho feito, mentalmente, a minha programação para os próximos 5 anos. A todo momento e a medida que o tempo passa, vou reafirmando esses planos. Conto para as pessoas, refaço o caminho mentalmente e o mais importante, vou determinando o que será necessário para concluir, com sucesso, os meus projetos.

Quando afirmo que a vida de cada um é um projeto, me baseio no que é um projeto. Os projetos têm as seguintes características:
- São únicos
- São temporários
- Necessitam de um planejamento
- São desenvolvidos em etapas
- É realizado por pessoas
- Um projeto bem sucedido é que cumpre seus objetivos e iguala ou excede as expectativas das pessoas interessadas, influenciadas ou que o influenciam.


O planejamento do projeto é a parte que deve ser a mais importante, digo deve porque nem todos planejam. Durante o planejamento é possível determinar o que será necessário ser feito para atingir o objetivo. Além disso é durante o planejamento que se determina o cronograma e se verifica o caminho para chegar ao sucesso. Existem atividades que dependem umas das outras e que se não forem planejadas não permitirão que se conclua tudo o que é importante.

Há de se colocar também que projetos tem características orgânicas *, logo estão em constante mudança. Faz parte do jogo. O importante nesse caso é determinar o caminho crítico. O caminho crítico é o conjunto de etapas que precisam ser realizadas em um projeto que em caso de atraso de qualquer uma delas todo projeto atrasa.

As mudanças contudo tudo nem sempre atrasam o projeto, por vezes elas catalisam o que há de melhor e em você e o tempo para conclusão do projeto fica mais curto. A essas mudanças para melhor damos o nome de oportunidades. As oportunidades, que nem sempre são tão claras, aparecem na vida de qualquer pessoa. Contudo toda mudança gera um desconforto, apreensão e medo. É preciso saber identificar quando uma mudança se trata de oportunidade ou apenas um atraso no caminho crítico.

Assim, planejar a vida para um tempo de 5 anos no futuro, é uma ótima forma de identificar se uma mudança é uma oportunidade ou um atraso. Para planejar basta saber exactamente onde você está e onde quer chegar.

Viva para as mudanças e planeje o seu projeto.


* Orgânico - Que tem o carácter de um desenvolvimento natural, inato, em oposição ao que é ideado, calculado: um intelectual orgânico. (Dicionário Aurélio)

sexta-feira, novembro 03, 2006

Conflitos de trabalho

Essa não é a primeira vez que me pego no meio de um conflito no trabalho. A questão aqui não se trata de problemas com algum colega ou mesmo com o chefe, isso vai muito bem obrigado. A reflexão é sobre questões da minha pessoa para com o trabalho e as solicitações dele.

Quando somos contratados para um novo trabalho, promovidos ou mesmo remanejados de um setor, temos uma ideia do que iremos desenvolver, que papel iremos desempenhar. Chamemos de projecto cada atividade que nos é atribuída como responsabilidade. No começo das atividades, principalmente no caso de uma nova empresa, é normal não saber o que realmente a empresa espera de você, mais ainda, o que o seu chefe espera de você. Contudo ele, o chefe, passa o primeiro projeto e essa é a hora de você mostrar para que veio.

No caso de você ser uma pessoa minimamente organizada, começa-se a fazer um planejamento, mental ou documentado, das atividades que serão desempenhadas e como atingir o sucesso do seu projeto. Um projeto é bem sucedido quando ele cumpre os objetivos propostos e iguala ou supera as expectativas das pessoas nele envolvidas (principalmente o chefe).

O seu chefe é um dos seus principais clientes. É muito importante que as necessidades dele sejam atendidas e que a aposta dele, já que foi ele que contratou você, se mostre um ótimo investimento para empresa. Saber entender exatamente o que não é dito verbalmente e alinhar os seus atos a necessidades desta pessoa, vai contribuir bastante para o sucesso ou o insucesso do seu projeto.

Chegamos ao conflito! Uma vez feito o planejamento, estabelecido metas e objetivos, e conhecendo um pouco mais o que o chefe e a empresa deseja de você, temos agora uma trilha para o sucesso. Mas como diria um professor que eu tive “o mundo é mau” e nem tudo é assim fácil. Chegam, no meio do projeto, novas solicitações e geralmente, segundo Murphy, essas solicitações não tem nada haver com o seu projeto original, seu planejamento ou qualquer coisa que você se programou. Entretanto é isso que o chefe deseja e atender ao chefe e superar suas expectativas sempre é o caminho do sucesso; bom é um dos caminhos para o sucesso.

É necessário muito jogo de cintura para continuar a progredir no projeto original sem contudo deixar de atender as novas solicitações. Detalhe, é bom fazer direito cada solicitação nova, pois, uma tarefa mau feita vai indiretamente influenciar o conceito do seu chefe para com você.

A solução de tudo isso, sinceramente não tenho, mas por fim, não descuide do projeto original, afinal, você foi contratado para isso. Alguém sabe a resposta?

quinta-feira, novembro 02, 2006

O dia foi um Finados


Hoje o dia foi um marasmo, ficamos em casa eu e Sérgio, fazendo nada. Comecei trabalhando um pouco no começo da tarde, mas ficou por ai. Depois voltei para a cama e dormi mais um pouco. Tá tudo tão lento hoje, até a internet está devagar. Penso que com um pouco de sorte, hoje não acontece mais nada eu eu vou dormir....


A grande novidade do dia foi a descoberta dos créditos do skype – http://www.skype.com/. Da última vez que liguei para casa paguei de 15 a 20 dólares por uns 5 minutos, contudo agora eu tenho skype. Comprei 10 euros em créditos e pude ligar para casa. Falei com a minha mãe por uns cinco minutos e paguei 0,044 centavos de euro. Legal !

Depois foi hora de abusar um pouco dos créditos, agora eu “tô pedendo”. Liguei para o meu cumpade Lion. Eita saudade do meu irmão, pude falar com ele por uns três minutos, estou me achando o próprio rico. Falei também com Caruaru e Ana Flávia (affff) – pense em duas figuras. Saudade dos meus amigos. Beijo grande para os dois.

Mãe que falta que a senhora faz, não tem nada para comer hoje. Pense, que a geladeira não tem nem água, ovo então é artigo de luxo. Vou fazer um pão de ontem com nada e dormir feliz. Amanhã tem mais!!!

O mais importante do blog de hoje, considerando o dia - Vô, um beijo e abença.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Distribuição geográfica de Angola



Angola está dividida em 18 províncias. As províncias correspondem aos estados Brasileiros. Cada província tem a sua capital e seus municípios.

A capital Luanda, que é um município, também da nome a sua província. A distribuição das províncias, suas capitais e municípios é a seguinte.



















--------------------------------------------
http://pt.wikipedia.org/wiki/Prov%C3%ADncia_de_Luanda
Luanda (província)

Luanda é a menor província de Angola, com 2.257 km² de área. Sua população aproximada é de 3 milhões de habitantes. Sua capital é Luanda, a maior cidade e capital de Angola. Luanda é também a província de Angola mais industrializada e com o maior crescimento económico, que se deveu ao facto de praticamente não ter sofrido directamente os efeitos da guerra civil e também por se ter registado um êxodo das populações a partir das suas áreas de origem para Luanda. Actualmente, Luanda conta com novos investimentos em função do fim da guerra civil.

A província tem tem 9 municípios que são: Ingombotas, Maianga, Sambizanga, Viana, Rangel, Samba, Cacuaco, Kilamba Quiaxi e Cazenga.

O centro da cidade esta a sofrer transformacoes e arranha ceus muito sofisticados contrastam com os musseques dos arredores da cidade. Acredita-se que mais de 70% da populacao da Capital viva nas zonas suburbanas.

Luanda tem uma baia maravilhosa e uma restinga (Ilha de Luanda) que se estende por mais de 14 quilometros de praias, restaurantes e moradias de pescadores.

Luanda Sul e a zona de maior desenvolvimento habitacional e e o local aonde esta a ser construido o primeiro Shopping center de Angola: O Belas Shopping.
















--------------------------------------------
http://pt.wikipedia.org/wiki/Luanda
Luanda (Cidade)

Mapa de AngolaLuanda (anteriormente conhecida como São Paulo da Assunção de Loanda) é a maior cidade e capital de Angola, sendo também a capital da Província de Luanda. Localizada na costa do Oceano Atlântico, é o principal porto e centro administrativo de Angola. Tem uma população de aproximadamente 4,5 milhões de habitantes (estimativa da ONU em 2004). As coordenadas de Luanda são 8°50'18" Sul, 13°14'4" Este (-8.83833, 13.23444). [1]

As indústrias presentes na cidade incluem a transformação de produtos agrícolas, produção de bebidas, têxteis, cimento e outros materias de construção, plásticos, metalurgia, cigarros, e sapatos. O petróleo, extraído nas imediações, é refinado na cidade, embora a refinaria tenha sido várias vezes danificada durante a guerra civil. Luanda possui um excelente porto natural, sendo as principais exportações café, algodão, açúcar, diamantes, ferro e sal. No entanto, a economia de Luanda continua a ser seriamente afectada pelos conflitos militares em Angola.

Luanda está dividida em duas partes: a "baixa" (parte velha) e a "cidade alta" (parte nova). A "baixa" fica perto do porto, tendo ruas estreitas e edifícios da época colonial. Os habitantes de Luanda são na sua grande maioria membros de grupos étnicos africanos, incluíndo Ovimbundu, Kimbundu e Bakongo. Existe uma pequena minoria de origem europeia. A língua oficial e mais falada é o Português, sendo também faladas várias línguas do grupo Bantu.

A cidade é sede de um arcebispado da Igreja Católica. Pontos importantes da cidade incluem a Universidade de Angola e o Palácio do Governador.


História
Luanda foi fundada em 1575 pelo explorador português Paulo Dias de Novais, com o nome de São Paulo de Luanda. Em 1618 foi construída a Fortaleza de São Pedro da Barra, tendo mais tarde, em 1634, sido construída a Fortaleza de São Miguel. A cidade é o centro administrativo de Angola desde 1627 (excepto no período 1641 –1648) quando ficou sob o domínio dos holandeses, sendo recuperada sob o comando de Salvador Correia de Sá, que lhe atribuiu o nome de S. Paulo da Assunção de Luanda.

De c.1550 a c.1850, Luanda foi um importante centro do tráfego de escravos para o Brasil. Em 1889, o governador Brito Capelo inaugurou um aqueduto que forneceu a cidade de água, anteriormente escassa, abrindo caminho para o grande crescimento de Luanda. Em 1872 Luanda foi apelidada de a "Paris de África".

Após a independência de Angola em 1975, grande parte da significativa população portuguesa da cidade foi obrigada a fugir, sendo substituída por grande número de cubanos, muitos deles militares.

Transportes
Luanda é o ponto de partida de uma linha de caminho-de-ferro que serve o interior a Este da cidade, sem no entanto atingir a fronteira da República Democrática do Congo. A cidade é servida pelo Aeroporto Quatro de Fevereiro. O principal sistema de transporte no interior da cidade são os candongueiros taxis informais que percorre toda a cidade, incluindo também viagens para várias próvincias do pais.