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segunda-feira, maio 21, 2007

Kwanza valoriza frente ao Dólar

A tendência é mundial, mas que preocupa isso com certeza. Quem está aqui fica sempre pensando até que ponto vale à pena, o fator financeiro sempre foi um grande atrativo, mas com a queda do dólar... No Brasil a cotação já vai abaixo de dois reais. Aqui o valor da moeda que sempre foi negociado a 80 agora já é negociado a 75.

Com a queda do valor do dólar fica ainda mais difícil contratar profissionais expatriados. Acredito que as empresas vão ter problemas e em breve haverá muita gente renegociando os contratos.

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Kwanza finta Dólar Agora
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=14702

A moeda nacional tem estado nos últimos dias, aparentemente a ganhar a dura batalha em relação ao dólar. O kwanza tem levado uma certa vantagem face a moeda norte-americana. Na última quinta-feira Abril, a taxa de câmbio fixada pelo Banco Nacional de Angola (BNA), estava a oscilar entre os 79.661 a compra e 80.059 a venda. A queda da «nota verde» voltaria a registar-se nas primeiras duas semanas deste mês com a compra a ser fixada em 75.314 Kz e a venda em 75.565kz.

No mercado informal, a tendência era praticamente a mesma, com os cambistas a fixarem a compra em 75 Kz e a venda em 80 Kz.

Como se vê, a forma do dólar tende a baixar de intensidade. Só que a isto associam-se outros fenómenos para a economia.

Num debate recente na Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), o economista e consultor Fernando Heitor, revelou que num cenário em que ocorra a desvalorização do dólar, as importações serão mais baratas, ao passo que os produtos internos serão mais caros.

Este mesmo posicionamento de Heitor já tinha sido avançado também por um estudo recente da Associação Angolana de Bancos (Abanc) que realçava na altura, serem por demais conhecidos os perigos que uma moeda forte poderia provocar em economias em desenvolvimento.

“Por forma, a valorização da moeda tende a encarecer as exportações nacionais, tornando-as menos competitivas e poderá inclusive provocar a “morte” prematura de industrias nascentes, uma vez que torna mais barata as importações”,

O estudo da Abanc revela porém, que dificilmente um Kwanza forte poderá por em risco o desenvolvimento económico do país já que as exportações são dominadas quase exclusivas pelo petróleo, um produto cujas leis da procura e da oferta se regem por factores muitos particulares.

Segundo a análise, o maior perigo talvez resida nos impactos futuros que poderá causar no desenvolvimento da actividade e da produção na indústria ou na agricultura, embora actualmente a produção nacional seja praticamente inexistente e o país importe quase tudo o que consome.

Para a Abanc, dois factores têm sido determinantes para a apreciação da moeda angolana: uma conjuntura favorável e a habilidade na condução da política monetária por parte do Governo.

O aumento das reservas cambias, tem contribuído também para a apreciação e estabilidade do Kwanza, de acordo com os especialistas da Abanc. Este ano, as reservas cambias, na óptica do governador do BNA, Amadeu Maurício, devem ascender a 11,6 mil milhões de dólares, um aumento de 6.6milhões de dólares em relação ao ano anterior.

O BNA atribui a debilidade do dólar diante do Kwanza a uma combinação de factores internos e externos, em que predominam politicas governamentais em Angola como nos Estados Unidos de América.

sexta-feira, março 30, 2007

Dólar fecha em menor valor em seis anos

http://g1.globo.com/Noticias/Economia/0,,MUL15784-5599,00.html
Matéria retirada do portal de notícias da globo – www.g1.com.

Valorização do real é a maior desde março de 2001.
BC comprou dólares, mas não conteve a baixa da moeda americana.


O dólar fechou nesta quinta-feira (29) no menor valor em seis anos. A moeda norte-americana teve queda de 1,16%, fechando a R$ 2,045, a menor cotação desde março de 2001. Em 2007, a moeda americana já acumula desvalorização de 4,26%.

Nem a atuação do Banco Central, que comprou dólares para tentar conter a valorização do real, conseguiu conter a alta.

Com a Bovespa em alta, a menor preocupação com a economia norte-americana e os níveis recordes de baixa do risco-país (que chegou a ficar alguns momentos abaixo de 170 pontos nesta quinta-feira), a impressão no mercado é que a moeda pode vir a cair ainda mais. O real pode "testar" o patamar de dois para um perante o dólar. Ou seja: o brasileiro precisará de R$ 2 para comprar US$ 1.

Recentemente, em visita ao Brasil, Jim O'Neil, analista do banco Goldman Sachs, disse que o fortalecimento da economia brasileira levaria necessariamente à valorização do real sobre o dólar. Segundo ele, não é improvável de que a moeda americana chegue a valer R$ 2 no curto prazo.

(Com informações da Reuters e do Valor Online)

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Se conselho fosse bom, era vendido!

A minha intenção realmente não é fazer terrorismo, contudo a poucos posts atrás falei sobre a valorização do real frente ao dólar, um fator de risco para o Brasileiros que trabalham em Angola.. Para alguns especialistas, como o citado abaixo, o dólar pode chegar a R$ 1,54.

Difícil dizer até onde o valor vai chegar, contudo que a tendência é a desvalorização do dólar, isso com certeza.

Agora o conselho: vendam os dólares que estejam guardando em casa antes que esse se desvalorize ainda mais.

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Em termos reais, dólar deveria valer R$ 1,54, aponta Merrill Lynch
http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?path=/investimentos/&codigo=653731

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
21/02/07 - 16h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Mesmo diante da tendência já duradoura de queda do dólar, a moeda brasileira ainda se mantém subvalorizada em termos reais, concluiu a Merrill Lynch em relatório publicado na última terça-feira (20).

Segundo estimativas do banco de investimentos, o valor justo para a taxa de câmbio em termos reais seria de R$ 1,54, cerca de 25% menor frente à atual cotação de cerca de R$ 2,08.

Atrás apenas dos hermanos
Para os analistas, o real é a segunda moeda mais subvalorizada da América Latina, ficando atrás apenas do peso argentino neste critério, cujo valor justo está quase 40% abaixo da atual cotação do câmbio.

Basicamente, dois grandes fatores explicam a "artificial desvalorização" do real, afirma a Merrill Lynch. O Brasil apresenta um saldo positivo em conta corrente, contrapondo-se à projeção de déficit nesta linha do balanço de pagamentos no médio prazo.

Ademais, o banco estima a necessidade de uma redução em cerca de US$ 10 bilhões no superávit em conta corrente para promover este ajuste.

Revertendo o quadro?
Além de apontar os determinantes desta taxa de câmbio depreciada, a Merrill Lynch identificou quais aspectos poderiam reverter a tendência.

O superávit em conta corrente - principal fonte do "desequilíbrio" - poderia ser reduzido por um aumento da demanda agregada doméstica, o que elevaria as importações, ou por uma desaceleração mais forte da economia mundial, salientam os analistas da instituição.

Mais detalhes
E recentes indicadores da economia brasileira vêm dando sinais de retomada da atividade, à medida que os juros continuam sendo reduzidos. Já a economia mundial parece se inclinar em direção a uma desaceleração apenas gradual, depois de diversas referências nos EUA afastarem a possibilidade de recessão.

Os dois componentes apontam em sentidos antagônicos, tornando difícil a previsão para o comportamento futuro do dólar. No curto prazo, porém, uma total correção desta subvalorização do real parece pouco provável.